São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Saúde

Justiça afasta servidor suspeito de registrar plantões enquanto cursava Medicina

Servidor de Afonso Cláudio é investigado por registrar frequência em plantões no Espírito Santo enquanto estava em aulas presenciais no Rio de Janeiro.

Justiça afasta servidor suspeito de registrar plantões enquanto cursava Medicina
Foto: Pixabay/Divulgação

A Justiça do Espírito Santo determinou o afastamento cautelar de Gustavo Henrique de Freitas Silva, servidor concursado de Afonso Cláudio, suspeito de registrar presença em plantões da Secretaria de Saúde enquanto frequentava presencialmente o curso de Medicina em Bom Jesus do Itabapoana, no Rio de Janeiro.

A denúncia do Ministério Público Estadual do Espírito Santo (MPES) afirma que o servidor recebia salário sem cumprir devidamente a carga horária do cargo de farmacêutico. A distância entre Afonso Cláudio e Bom Jesus do Itabapoana é de mais de 150 km.

Dados obtidos por meio de antenas de celular, em análise técnica autorizada pela Justiça, indicaram que Gustavo estava a cerca de 200 quilômetros de Afonso Cláudio quando sua frequência era registrada nos plantões da Secretaria de Saúde. O levantamento considerou escalas de finais de semana dos meses de setembro e outubro de 2024.

Gustavo cursa Medicina desde 2023. Ele afirmou que a decisão é provisória e será questionada pela defesa. Também declarou que “as alegações apresentadas pelo Ministério Público não refletem integralmente a realidade dos fatos”.

Decisão e apuração administrativa

Segundo o MPES, o servidor estava escalado para plantões de 48 horas aos finais de semana na Agência Transfusional do Hospital São Vicente de Paulo. A escala, conforme a denúncia, não estaria sendo cumprida.

Na decisão assinada em 4 de agosto, o juiz Jorge Orrevan Vaccari Filho determinou o afastamento cautelar. A medida mantém o direito de Gustavo continuar recebendo seus vencimentos enquanto estiver afastado, mas impede o pagamento de verbas indenizatórias ou compensações por eventuais horas extras.

A decisão também determinou que a Prefeitura de Afonso Cláudio adote medidas administrativas e disciplinares, além de reforçar o controle da frequência dos servidores.

A prefeitura informou nesta quinta-feira (10) que oficializou o afastamento e abriu um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar as ausências nos plantões. Em nota, afirmou que verifica os registros funcionais, o cumprimento da jornada, os pagamentos realizados e outras circunstâncias do caso.

O MPES encaminhou, no último dia 28, um ofício à Câmara de Vereadores de Afonso Cláudio sobre a ação judicial. O documento foi lido em sessão, e o Legislativo informou que solicitará dados à prefeitura para avaliar eventuais providências.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.