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Cultura

Galinha Pintadinha estreia no cinema com voz inédita para Popó

Marcos Luporini conta como a animação foi adaptada para o cinema e revela planos para expandir a franquia.

A Galinha Pintadinha chega aos cinemas com seu primeiro longa-metragem e uma mudança inédita: Popó fala pela primeira vez. Em Galinha Pintadinha – O Filme, a personagem mantém o visual associado à franquia, mas passa a conduzir uma história que aborda maternidade, perda, aceitação das diferenças e transformação.

Criada por Marcos Luporini e Juliano Prado, a personagem surgiu em um vídeo publicado no YouTube em 2006. O material havia sido produzido para um projeto infantil inicialmente recusado por produtores de televisão. Com o tempo, a animação se tornou um fenômeno do audiovisual brasileiro.

Da internet para o cinema

Luporini afirma que procurou preservar no longa as características que formaram a identidade da Galinha Pintadinha. A intenção foi manter o visual facilmente reconhecível e a combinação de personagens que, segundo ele, marca o universo da franquia. O filme apresenta esse conjunto em 3D e inclui várias faixas, embora não seja uma produção musical como outros projetos da marca.

A adaptação exigiu mudanças no processo de trabalho. O criador diz que o longa demandou mais planejamento e que a distribuição foi uma das principais dificuldades, em comparação com a publicação de conteúdos no YouTube. O desenvolvimento da produção levou cinco anos, período dedicado à história e à animação.

A decisão de dar voz à protagonista também esteve ligada ao roteiro. Para Luporini, a fala torna a personagem mais empoderada. A escolha da intérprete ocorreu depois de testes com várias atrizes. Hannah Buttel foi selecionada quando o criador identificou nela a voz que imaginava para a personagem.

Uma história sobre diferenças

A trama nasceu de uma mesa de criação que reuniu um roteirista, um desenhista e uma comediante. Entre as ideias discutidas estava a troca de ovos, elemento central do filme. Luporini afirmou ter interesse por histórias em que um bebê é trocado na maternidade e considerou especialmente significativa a possibilidade de um gavião cuidar de um pintinho.

A narrativa foi construída para tratar de diversidade, aceitação, maternidade e transformação sem apresentar esses temas de forma explícita para as crianças. O criador classificou a escolha como uma proposta ousada e disse que o financiamento privado permitiu à equipe arriscar em um resultado diferente.

A estreia está marcada para 1° de outubro. A equipe também pretende levar o filme a outros países, usando o lançamento no Brasil como referência para avaliar os próximos passos. Há distribuições internacionais em andamento e contratos já fechados. No futuro, a marca deve ganhar uma nova série com o visual em 3D.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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