SANTO DOMINGO — Representantes de emissoras de rádio e televisão, produtores de conteúdo e operadoras de TV paga discutem, em Santo Domingo, os efeitos das mudanças tecnológicas sobre a indústria audiovisual nas Américas. A Cúpula da Indústria Audiovisual das Américas foi realizada entre terça e quarta-feira (14).
A agenda inclui a nova geração da TV conectada, o papel da televisão aberta e o consumo de conteúdo pelo celular. Também estão em debate as métricas de audiência em diferentes plataformas, a proteção de conteúdos na era digital, o combate à pirataria, a inteligência artificial e os desafios para a sustentabilidade do setor.
Para Paulo Tonet Camargo, presidente da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) desde 2023, o encontro reúne esforços necessários para tratar de temas que afetam o desenvolvimento dos negócios na região. A entidade também é presidida por ele, que ocupa a vice-presidência institucional da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e a vice-presidência de Relações Institucionais do Grupo Globo.
“Reunir as três Américas para discutir os grandes temas da indústria audiovisual é realmente importante”, afirmou Tonet. Segundo ele, a adoção de modelos tecnológicos de métricas de audiência, de proeminência e de combate à pirataria precisa ocorrer de forma continental, sem depender de ações isoladas de países ou empresas.
Os 80 anos da AIR
A cúpula também marca os 80 anos da AIR, organização que representa 17 mil emissoras comerciais de rádio e TV das Américas do Norte, Central e do Sul. Criada em 1946, a associação afirma atuar em defesa da liberdade de expressão e da radiodifusão livre, privada e independente.
Flávio Lara Resende, vice-presidente jurídico da AIR e vice-presidente institucional da ABERT, destacou a participação brasileira no setor. “O Brasil lidera nas três Américas a produção de conteúdo jornalístico e de entretenimento”, disse, ao defender a reunião de radiodifusores de diversos países para discutir o futuro da radiodifusão, especialmente da televisão aberta.
Em comunicado sobre o aniversário, a AIR citou a transformação tecnológica, as novas formas de produção e distribuição, o desenvolvimento da inteligência artificial, a concorrência das grandes plataformas digitais e a pirataria como elementos de um cenário diferente para os meios de comunicação.
A entidade afirmou que pretende manter a representação e a defesa da radiodifusão, além de promover condições para que meios e criadores de conteúdo continuem inovando, crescendo e exercendo sua função a serviço da sociedade.


