A chamada “pobreza de luxo” descreve a distância entre o consumo possível no presente e objetivos que dependem de planejamento prolongado, como a compra de um imóvel. A expressão se espalhou nas redes sociais, mas não corresponde a um conceito econômico formal.
O termo é usado para caracterizar a aquisição de itens e experiências com apoio de parcelamentos e crédito. Quando o futuro parece incerto ou distante, essas formas de consumo podem ganhar importância diante de metas cuja realização exige mais tempo.
Viagens, jantares e bens de consumo aparecem com frequência nas redes sociais e ajudam a reforçar esse padrão. As publicações, porém, não mostram necessariamente os custos associados às escolhas. A combinação entre a facilidade de comprar agora e a percepção de que planos maiores estão mais difíceis de alcançar dá origem à expressão.


