As exportações brasileiras de veículos recuaram 31,7% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2025 e acumulam queda de 22,9% no ano, para 294,1 mil unidades, informou a Anfavea. A entidade atribuiu parte do resultado à redução de 36,6% nos embarques para a Argentina, principal mercado do setor no Brasil.
A produção, por outro lado, alcançou 271,2 mil veículos em agosto, alta de 6,8% sobre julho e de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, foram quase 1,9 milhão de unidades, expansão de 8,5% ante os mesmos oito meses de 2025.
As vendas somaram 275,1 mil veículos no mês. O volume caiu 1,6% em relação a julho, mas cresceu 22,1% na comparação anual. Em 2026, os emplacamentos chegaram a 1,975 milhão de unidades, alta de 18,4%.
Para Igor Calvet, presidente da Anfavea, agosto teve o melhor resultado para o mês desde 2013. Ele afirmou que o mercado deve permanecer aquecido até o fim do ano, ao mesmo tempo em que o crescimento dos veículos importados amplia a concorrência.
O setor fechou agosto com estoque de 506 mil veículos, ante 525 mil em julho, equivalente a 50 dias de vendas. Os modelos importados representavam 324 mil unidades desse total.
Durante a apresentação dos resultados, Calvet disse que 2026 poderá ser marcado por uma reorganização do setor. Entre os fatores citados estão o possível impacto do imposto de importação sobre kits de veículos completamente desmontados, conhecidos como CKD, e a redução dos estoques. “Nossas empresas associadas têm demonstrado confiança anunciando investimentos de longo prazo.”


