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Economia

Marabraz relaciona 111 lojas à crise e pede medidas durante recuperação judicial

Empresa afirma que 25 unidades estão abertas e solicita proteção contra credores, serviços essenciais e acesso a imóveis retomados.

Marabraz relaciona 111 lojas à crise e pede medidas durante recuperação judicial
Foto: Divulgação

O Grupo Marabraz informou à Justiça que mantém 111 lojas, mas apenas 25 estão em funcionamento. As outras 86 permanecem temporariamente fechadas, segundo a empresa, por restrições de liquidez que afetaram a reposição de estoques e o pagamento dos trabalhadores.

Em uma emenda ao pedido de recuperação judicial, a varejista solicitou proteção de 180 dias contra cobranças de credores. Também pediu a liberação de valores bloqueados, a continuidade de serviços considerados essenciais e a preservação do acesso a imóveis que tenham sido retomados por locadores, para permitir a retirada de bens e mercadorias.

A Marabraz afirma que a crise resultou da combinação de fatores internos e externos. Entre os motivos citados estão a dependência de financiamento para manter uma operação de grande porte, os efeitos da ruptura de relações familiares entre os controladores sobre o patrimônio da empresa e as restrições de crédito associadas a esses conflitos. A alta dos juros é apontada como fator que contribuiu para o cenário, mas não como sua principal causa.

Decisões e documentos

Em 22 de agosto, a juíza Fernanda Perez Jacomini determinou o restabelecimento dos serviços da Oracle. A Marabraz havia informado que a empresa de tecnologia bloqueou o acesso ao armazenamento de documentos contábeis necessários ao processo de recuperação.

No processo, a Oracle afirmou que os sistemas da varejista foram liberados em 20 de junho, antes do pedido de recuperação judicial, e solicitou que a Justiça reconhecesse essa informação. A magistrada também determinou a apresentação de documentos complementares e atribuiu à Deloitte uma perícia prévia sobre a situação da companhia.

Em petição protocolada na quinta-feira (3), a Marabraz declarou ter cumprido a determinação e reiterou o pedido de recuperação judicial. A empresa afirmou que a proteção contra credores deve ser concedida caso a juíza considere necessária a entrega de documentos pendentes antes da análise do processamento do pedido.

A recuperação judicial foi solicitada em 15 de agosto, com a indicação de dívidas de R$ 140 milhões. A empresa já havia incluído na petição inicial o pedido de antecipação da proteção.

Entre os prestadores relacionados estão empresas financeiras e fornecedoras de água, energia, internet e telefone. A Redecard contestou a inclusão, dizendo que rescindiu o contrato em 25 de novembro de 2025 por inadimplemento acumulado. A empresa de pagamentos sustenta que seu serviço não integra a cadeia produtiva da Marabraz e, por isso, não seria essencial.

A Rede não se manifestou. A Cielo informou que a Marabraz deixou de ser sua cliente em 2025.

A última petição também pede a inclusão da Marabraz Comercial Ltda., detentora da marca, entre as requerentes. Se o pedido for aceito, ela se juntará às outras cinco empresas que já participam da ação.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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