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Economia

IPCA chega a 17,9% no governo Lula 3 até agosto de 2026

Inflação acumulada no terceiro mandato é menor que a registrada nos governos anteriores no mesmo período, mas famílias seguem endividadas.

IPCA chega a 17,9% no governo Lula 3 até agosto de 2026
Foto: Folhapress

O IPCA acumulou alta de 17,9% entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, no terceiro governo Lula. O resultado é o menor registrado em um mandato presidencial até agosto do quarto ano desde o início do Plano Real, cuja moeda entrou em circulação em julho de 1994.

A comparação considera a inflação acumulada até agosto do quarto ano de cada governo. O segundo mandato de Lula, entre 2007 e 2010, havia apresentado o menor resultado até então, com alta de 19% de janeiro de 2007 a agosto de 2010. No governo Jair Bolsonaro, o IPCA avançou 25,3% entre janeiro de 2019 e agosto de 2022.

Os dados de agosto foram publicados pelo IBGE nesta sexta-feira (11). O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 está marcado para 4 de outubro. Já o índice de setembro será divulgado em 9 de outubro, depois da votação.

Fatores que influenciaram a inflação

Para Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, o período teve menos choques de câmbio e de clima que outros mandatos presidenciais. Ele também atribui parte da contenção do índice à política de juros altos do Banco Central, que busca controlar a inflação, mas dificulta o crescimento econômico.

Lula criticou a atuação do Banco Central durante a gestão de Roberto Campos Neto. Na avaliação de Vale, porém, uma inflação próxima de 18% em menos de quatro anos ainda é alta. “A inflação poderia ser mais baixa do que isso”, afirmou. Para o economista, um impulso fiscal no governo impediu uma variação menor.

Fábio Romão, da consultoria 4intelligence, citou as boas safras como um dos fatores que ajudaram a reduzir a pressão sobre o IPCA. Ele também mencionou o impacto menor do câmbio e o rearranjo das cadeias produtivas depois da pandemia.

Romão ressalvou que a inflação mede o ritmo de alta dos bens e serviços, e não o nível dos preços. Segundo ele, os alimentos ainda carregam uma forte pressão acumulada durante a pandemia, mesmo com aumentos menores nos últimos anos. “Há um mal-estar gerado pela dificuldade de comprar no supermercado uma coisa que é basal”, disse.

Dívidas das famílias

O percentual de famílias brasileiras com dívidas a vencer ficou estável em 82% em agosto, no maior patamar da série, informou a CNC na quinta-feira (10). Para Vale, o endividamento pode ajudar a explicar o descontentamento de parte da população.

O economista afirmou, entretanto, que inflação e desemprego estão em seus melhores momentos para o consumidor e que a economia, em linhas gerais, ainda favorece Lula. O principal adversário do presidente nas eleições deste ano é o senador Flávio Bolsonaro, que vem registrando crescimento nas pesquisas de intenção de voto.

Em agosto, a batata-inglesa caiu 19,89%; a cenoura, 11,22%; a cebola, 11,07%; o tomate, 10,94%; o ovo de galinha, 4,15%; e o café moído, 1,86%. Entre as altas, o leite longa vida subiu 1,78%, as frutas, 0,84%, e as carnes, 0,61%.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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