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Economia

IPCA de agosto recua 0,32% e amplia apostas sobre trajetória dos juros

Inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 4,22%, enquanto economistas projetam novos cortes da Selic pelo Banco Central.

IPCA de agosto recua 0,32% e amplia apostas sobre trajetória dos juros
Foto: Folhapress

A inflação acumulada em 12 meses desacelerou de 4,44% em julho para 4,22% até agosto, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o IPCA permaneceu pelo segundo mês consecutivo abaixo do teto de 4,5% da meta perseguida pelo Banco Central.

O resultado mensal, porém, foi negativo: o índice caiu 0,32% em agosto. A retração foi influenciada principalmente pela redução na conta de luz, que incorporou um alívio temporário decorrente do bônus de Itaipu. Passagens aéreas, parte dos alimentos e combustíveis também registraram queda de preços.

Próxima decisão

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá na terça-feira (15) e na quarta (16) para definir a Selic, atualmente em 14% ao ano. A avaliação predominante entre os economistas consultados é de uma redução de 0,25 ponto percentual.

Se isso ocorrer, será o quinto corte consecutivo da mesma magnitude, levando a taxa para 13,75%. Leonardo Costa, da instituição financeira Asa, relacionou a expectativa ao resultado do IPCA e aos dados de atividade econômica, que vêm indicando perda de ritmo. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% no segundo trimestre, abaixo da expansão de 1,1% observada nos três primeiros meses do ano.

Claudia Moreno, do C6 Bank, também prevê a redução para 13,75% ao ano e estima que os juros permaneçam nesse nível até o fim de 2026. Gabriel Pestana, da Genial Investimentos, não alterou sua projeção de corte na próxima reunião e espera a mesma taxa ao final de 2026.

Basiliki Litvac, da XP, considera possível uma redução maior ao longo do ciclo. A economista projeta que a Selic termine 2026 em 13,25%, diante de sinais de desaceleração da atividade econômica e de leituras de inflação mais favoráveis nos últimos meses.

Pressões ainda presentes

Apesar da desaceleração do índice geral, Claudia Moreno afirmou que os serviços subjacentes, que deixam de fora itens mais voláteis, como passagens aéreas, acumulam alta de 5% em 12 meses. Para ela, esse comportamento mantém o retorno da inflação à meta como um desafio.

A meta tem centro em 3% e intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Ela é considerada descumprida quando o IPCA acumulado fica por seis meses seguidos fora desse intervalo.

Felipe Queiroz, economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), avaliou que os dados não justificam a Selic em 14%. Segundo ele, a taxa desestimula investimentos e consumo e pode afetar o crescimento sustentável no médio e no longo prazos.

Costa revisou a projeção para o IPCA de 2026 de 5% para 4,8%, mas apontou riscos ligados a fatores climáticos associados ao El Niño e a possíveis impactos sobre alimentos e energia.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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