O Brasil continuou no topo do ranking mundial de juros reais após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (16).
O levantamento compilado pela MoneYou considera a taxa nominal descontada da inflação projetada para os próximos 12 meses. Nesse cálculo, o juro real brasileiro ficou em 8,45%. A Rússia apareceu em segundo lugar, com 6,79%, e a Colômbia ocupou a terceira posição, com 6,33%.
A instituição informou que a elevação das expectativas de inflação para os próximos 12 meses diminuiu os juros reais na maior parte dos países. O relatório relaciona esse movimento às incertezas causadas pelo conflito no Oriente Médio.
Distribuição das decisões
Entre 164 países analisados, 72,56% mantiveram as taxas, 21,34% fizeram elevações e 6,10% reduziram os juros. No recorte dos 40 países que integram o ranking, 55% conservaram as taxas, 35% aumentaram os juros e 10% promoveram cortes.
A Argentina ficou na 7ª posição, com juro real de 2,69%. O país tem alternado posições no ranking e atravessa um cenário de inflação elevada e dificuldades econômicas, sob o governo de Javier Milei.
Taxa nominal
Sem descontar a inflação prevista, a taxa brasileira passou da terceira para a quarta colocação, atrás da Rússia. A Turquia liderou essa classificação, com 37%, seguida por Argentina, com 29%, Rússia, com 14%, e Brasil, com 13,75%. A Colômbia veio depois, com 12%.
A decisão do Copom ocorreu em um contexto de tensões no Oriente Médio que elevaram os preços do petróleo. Esse movimento pode afetar a inflação brasileira por meio do aumento dos combustíveis.


