A projeção de inflação abaixo de 5% reapareceu no boletim Focus pela primeira vez desde 18 de maio. Os economistas consultados pelo Banco Central estimam que o IPCA termine o ano em 4,9%, após uma sequência de revisões para cima que levou a previsão a 5,33% em 22 de junho.
A expectativa para este ano recuou 0,1 ponto percentual em relação à semana passada. Apesar da redução, a estimativa continua acima do teto da meta, de 3%, considerando a tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Em 18 de maio, a projeção era de 4,92%.
Juros e inflação nos próximos anos
O Focus, divulgado nesta segunda-feira (14), manteve a previsão de corte na Selic durante a reunião do Copom desta semana. A taxa deve cair 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Os economistas também esperam que esse seja o último corte em 2026, com a Selic encerrando o ano no mesmo nível.
Para os três anos seguintes, as estimativas permanecem em 12% para 2027, 10,5% para 2028 e 10% para 2029. A previsão do IPCA para 2027 subiu de 4,29% para 4,30%. Para 2028 e 2029, as projeções foram mantidas em 3,8% e 3,5%, respectivamente.
A revisão ocorre depois de o IPCA registrar deflação de 0,32% em agosto, conforme dados divulgados pelo IBGE na sexta-feira (11). O recuo foi influenciado pela queda na conta de luz, que recebeu alívio temporário do bônus de Itaipu. Também houve redução nos preços de passagens aéreas, de parte dos alimentos e dos combustíveis.
O levantamento ainda reduziu a previsão de crescimento do PIB em 2026, de 1,93% para 1,89%. Esse é o menor nível desde 25 de maio. Para o dólar, a estimativa de encerramento do ano permanece em R$ 5,20, mantida há 13 semanas.


