O relatório de empregos dos Estados Unidos mostrou a criação de 162 mil vagas em agosto, acima da expectativa de 56 mil. A taxa de desemprego permaneceu em 4,1%, reforçando a avaliação de que o mercado de trabalho americano continua aquecido.
Os dados aumentaram a possibilidade de o Federal Reserve elevar os juros ainda neste mês para conter a inflação. Antes da divulgação, parte dos investidores considerava a manutenção das taxas. A decisão do banco central americano é acompanhada pelos mercados globais porque influencia o dólar, as bolsas e o fluxo de investimentos para países como o Brasil.
Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda. O Dow Jones recuou 0,51%, aos 53.413,60 pontos; o S&P 500 caiu 0,40%, para 7.716,95 pontos; e o Nasdaq perdeu 0,29%, aos 26.506,99 pontos.
Na Europa, o Stoxx 600 avançou 0,12%, enquanto o DAX, da Alemanha, subiu 0,17%. O FTSE 100, de Londres, ficou estável, e o CAC 40, da França, recuou 0,09%.
Mercados asiáticos
As bolsas asiáticas tiveram desempenho misto. O índice de Xangai caiu 0,3%, e o CSI300 recuou 0,1%. O Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,7%. Na semana, o CSI300 acumulou perda de 1,3%, enquanto o Hang Seng subiu 0,3%.
O Nikkei, do Japão, ganhou 1,3%; o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,6%; o Taiex, de Taiwan, subiu 1,5%; o Straits Times, de Singapura, teve alta de 0,9%; e o S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,2%.
Brasil
No mercado brasileiro, os investidores também analisaram a pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial. Luiz Inácio Lula da Silva lidera a disputa com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. A diferença de cinco pontos percentuais é a menor registrada desde maio.
Augusto Cury aparece com 8%; Ronaldo Caiado, com 4%; Renan Santos, com 3%; e Romeu Zema, com 2%. O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O Senado aprovou a medida provisória que encerra a chamada taxa das blusinhas, imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Como a Câmara também aprovou o texto, a proposta segue para sanção do presidente da República.
O Ministério da Fazenda fará avaliações periódicas sobre os efeitos da isenção em empregos, arrecadação e competitividade de setores como têxtil, calçados, brinquedos, cosméticos e comércio varejista. Com base nos resultados, o governo poderá estudar medidas para reduzir eventuais prejuízos à indústria nacional.
O IBGE divulgou uma pesquisa sobre o trabalho por aplicativos e plataformas digitais. Às 15h, o governo apresenta a balança comercial de agosto, que deve indicar os primeiros impactos do tarifaço dos Estados Unidos sobre exportações e importações brasileiras.


