SÃO PAULO — A Petrobras ficará com 90% de oito blocos marítimos na Costa do Marfim e será responsável pela operação das áreas. A participação será mantida pela Petrobras Netherlands BV, enquanto a estatal marfinense Petroci Holding terá os 10% restantes.
Os contratos de partilha de produção foram assinados com a República da Costa do Marfim e a Petroci Holding, conforme comunicado divulgado pela Petrobras nesta quinta-feira (17). As áreas offshore são identificadas como CI-513, CI-600, CI-601, CI-602, CI-603, CI-605, CI-701 e CI-702.
A diretora de exploração e produção da Petrobras, Sylvia Anjos, afirmou que a empresa obteve as áreas que pretendia negociar. “Estamos muito satisfeitos com o resultado, foi um contrato excelente”, disse ela.
Expansão exploratória
A assinatura ocorre depois de a Petrobras informar, em junho, que havia garantido exclusividade nas negociações para comprar novos blocos exploratórios no país africano.
A Costa do Marfim integra uma busca mais ampla da companhia por oportunidades no continente. A Petrobras também avalia possibilidades em Gana, São Tomé e Príncipe, Namíbia e África do Sul.
No ano passado, a presidente da empresa, Magda Chambriard, declarou que a África se tornaria a principal região exploratória da Petrobras para petróleo e gás fora do Brasil. A estratégia está relacionada à recomposição das reservas e ao adiamento do início do declínio da produção, projetado para meados da década de 2030.
Em comunicado, a Petrobras informou que a operação está alinhada ao plano de negócios da companhia, que prevê a reposição de reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras no Brasil e no exterior. A empresa também disse que a análise de novas oportunidades pretende diversificar seu portfólio exploratório, gerar valor e apoiar a sustentabilidade de longo prazo dos negócios.


