A União Democrata-Cristã (CDU), partido do chanceler Friedrich Merz, obteve 4,9% dos votos em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e ficou abaixo do limite de 5% exigido para conquistar cadeiras no Parlamento regional. Foi o pior desempenho da sigla em eleições estaduais desde a fundação do partido, em 1945.
A CDU também perdeu votos na eleição estadual de Berlim, onde foi superada pelo partido de extrema esquerda Die Linke. Na capital alemã, a AfD registrou avanços significativos.
AfD reivindica liderança
A sequência de resultados levou Alice Weidel, copresidente da AfD, a afirmar que o partido já tomou da CDU o posto de principal legenda popular da Alemanha. A declaração foi dada em entrevistas à televisão alemã no domingo, após a vitória da extrema direita em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.
“A AfD é claramente o novo partido do povo na Alemanha”, disse Weidel. Ela também afirmou que a sigla superou a CDU e que os eleitores desejam uma mudança política. A vitória regional representou o 2º triunfo da extrema direita em um mês.
Merz declarou no domingo que pretende continuar no poder e prometeu reformas na Alemanha para impedir novos avanços da extrema direita. O chanceler reconheceu, porém, que a situação não é boa para seu governo e classificou as eleições em Mecklemburgo e Berlim como um “desastre”.


