O Comando Sul dos Estados Unidos afundou nesta segunda-feira (7) uma embarcação equatoriana no leste do Oceano Pacífico, em uma operação que as autoridades americanas associam ao grupo criminoso Los Choneros. Os ocupantes foram retirados do barco e deverão ser entregues às autoridades do Equador.
De acordo com o comunicado do Comando Sul, a embarcação funcionava como um posto flutuante de abastecimento para operações de narcotráfico. A ação foi conduzida por uma força-tarefa conjunta. Imagens divulgadas pelos militares mostram agentes entrando no navio, um helicóptero sobrevoando a área e, depois, um projétil atingindo a embarcação, que afunda.
O órgão afirmou que as forças americanas continuam realizando “operações precisas e profissionais para desmantelar as redes logísticas que alimentam o tráfico de drogas no Hemisfério Ocidental”. Os Estados Unidos dizem que todos os barcos envolvidos nos casos tinham ligação com Los Choneros, organização que Washington classifica como terrorista estrangeira.
Outras embarcações
Na semana passada, o barco pesqueiro María Candelaria foi atingido no Pacífico em uma operação coordenada com autoridades equatorianas, segundo o Comando Sul. A Marinha do Equador encontrou 26 tripulantes, que chegaram no domingo ao porto de Manta.
Outros oito pescadores do Conquista II também foram localizados, enquanto familiares buscavam informações sobre o paradeiro deles. As embarcações OM2 e Los Tres Hermanos foram afundadas, conforme relatos de seus tripulantes. O Comando Sul havia descrito os barcos na rede social X como “postos flutuantes de abastecimento para múltiplas embarcações envolvidas em operações ilícitas de tráfico de drogas”.
Os episódios fazem parte de uma série de ações contra embarcações no Caribe e no Pacífico. Desde o início da operação, há mais de um ano, pelo menos 227 pessoas morreram em 68 ataques realizados pelo governo dos Estados Unidos. Críticos questionam a legalidade e a eficácia das ações. Em um dos casos, autoridades equatorianas disseram não ter encontrado provas de que um sobrevivente tivesse participado de atividade criminosa.
As tripulações de outras três embarcações equatorianas afirmam ter sido interceptadas por forças americanas neste ano. Oito pescadores do Fiorella estão desaparecidos desde janeiro. Os tripulantes dos demais barcos voltaram ao Equador após serem levados para El Salvador.
O governo Trump tenta ampliar acordos com países aliados para realizar operações em territórios latino-americanos. Durante visita ao Panamá neste mês, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse que Colômbia, Guatemala e Honduras autorizaram operações militares conjuntas contra grupos criminosos. A Guatemala negou o acordo. O Equador iniciou missões semelhantes com os Estados Unidos em março.


