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Internacional

Dinamarca prevê assinatura de pacto sobre segurança da Groenlândia na próxima semana

Trump afirma que o acordo dará aos Estados Unidos poder permanente sobre a defesa da ilha e impedirá ações militares sem autorização americana.

Dinamarca prevê assinatura de pacto sobre segurança da Groenlândia na próxima semana
Foto: Sarah Meyssonnier/Reuters

O governo da Dinamarca informou que pretende assinar na próxima semana um acordo com os Estados Unidos e a Groenlândia sobre a segurança da ilha. O gabinete da primeira-ministra disse que o tratado fortalecerá a proteção no Ártico e no Atlântico Norte.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (18) pelo presidente americano, Donald Trump. Em uma publicação na Truth Social, ele afirmou que o pacto permitirá aos Estados Unidos agir “para sempre” para proteger a Groenlândia e o próprio território.

Pelos termos apresentados por Trump, nenhum adversário americano poderá manter base ou presença militar na Groenlândia, nem realizar investimentos considerados sensíveis no território, sem autorização do governo dos Estados Unidos. O presidente também declarou que começará imediatamente o desenvolvimento de uma grande presença militar em uma área apropriada da ilha.

Trump descreveu o acordo como um “sonho realizado” e disse que o compromisso será “infinito”, sem prazo para terminar. Ele também classificou o anúncio como histórico e especial.

Disputa e valor estratégico

Os Estados Unidos mantêm atualmente uma base militar na região e consideram a Groenlândia estratégica para sua segurança nacional. A ilha poderia receber sistemas de defesa destinados a interceptar mísseis vindos da Europa ou do Ártico.

A Groenlândia mantém vínculos com a Dinamarca, que autorizou a formação de um governo próprio e autônomo em 2009. A medida também abriu a possibilidade de uma declaração de independência por meio de referendo. A ilha passou a integrar o Reino da Dinamarca em 1953, depois de ter sido uma colônia dinamarquesa.

A área também concentra minerais, petróleo e gás natural. A mineração enfrenta oposição de povos indígenas e restrições do governo local, enquanto a exploração de petróleo e gás é proibida por razões ambientais.

O aquecimento do Ártico pode ampliar a relevância de portos e abrir novas rotas de navegação. A China tem interesse na região, investe em navios quebra-gelo e poderia reduzir a distância percorrida por suas embarcações em uma nova rota marítima, próxima à Rússia.

Pressão sobre a Dinamarca

O acordo foi anunciado após meses de tensão. Trump defendeu repetidamente que os Estados Unidos deveriam controlar a Groenlândia e chegou a dizer que poderia usar a força para isso. Também ameaçou a União Europeia com tarifas caso a Dinamarca não cedesse a ilha.

No Fórum Econômico Mundial, em Davos, no início deste ano, o presidente chamou a Dinamarca de “ingrata” e afirmou que “a Europa não está indo na direção correta”. Na ocasião, referiu-se à Groenlândia como “um pedaço de gelo”.

Trump afirmou ainda que os Estados Unidos e a Otan haviam desenhado a estrutura de um possível acordo para a Groenlândia e o Ártico. Ele mencionou discussões adicionais sobre o chamado “Domo de Ouro”, estrutura militar planejada pelos Estados Unidos para interceptar mísseis lançados contra o território americano.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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