As urnas foram abertas neste domingo (6) na Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha, onde a Alternativa para a Alemanha (AfD) tenta conquistar uma vitória inédita para a extrema direita no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Cerca de 1,7 milhão de eleitores podem escolher os integrantes do Parlamento estadual. A votação termina às 18h no horário local, o que corresponde a 13h em Brasília.
A AfD chega à eleição liderando as pesquisas, com levantamentos recentes indicando apoio na faixa dos 40%. A legenda está à frente da União Democrata-Cristã (CDU), que busca continuar no comando do estado com Sven Schulze, atual chefe do Executivo da Saxônia-Anhalt. O candidato da AfD é Ulrich Siegmund, de 35 anos.
Disputa pelo governo
O desempenho eleitoral não garante, por si só, que a AfD formará o governo. Para governar sem alianças, o partido precisa obter maioria absoluta das cadeiras do Parlamento estadual. As principais siglas alemãs mantêm a política de não formar coalizões com a legenda de extrema direita.
A composição do Parlamento também dependerá do resultado dos partidos menores. Na Alemanha, as legendas que não atingem 5% dos votos ficam fora da Casa, e as cadeiras são redistribuídas entre os partidos que superam essa barreira. Se várias siglas não alcançarem o limite, a AfD poderá obter maioria mesmo sem ultrapassar 50% dos votos.
Sem maioria absoluta, a tendência é que sejam iniciadas negociações para formar outro governo sob liderança da CDU. As conversas podem durar semanas e dependerão dos partidos que conseguirem representação.
A votação é acompanhada como um teste para o chanceler Friedrich Merz, que adotou posições mais duras sobre imigração e segurança para tentar conter o avanço da AfD. Uma vitória expressiva do partido pode aumentar a pressão sobre o governo federal e influenciar a estratégia das siglas tradicionais antes das próximas eleições federais, previstas para 2029.


