O governo colombiano enfrenta críticas da oposição e de organizações de defesa dos direitos humanos depois que o presidente Abelardo De La Espriella divulgou vídeos de operações contra grupos armados ao lado de corpos enfileirados e cobertos.
Na sexta-feira (4), o presidente apareceu em uma entrevista coletiva sobre os resultados da Operação Sentinela da Pátria. Durante a gravação, comemorou a morte de Naím, conhecido como “Bendito Menor”, descrito por ele como “um dos criminosos mais perigosos do país”.
Um vídeo publicado na quinta-feira (3) mostra De La Espriella caminhando ao lado de 23 corpos. O governo afirma que eles seriam de integrantes de grupos guerrilheiros mortos durante uma operação das forças de segurança. Na publicação, o presidente declarou: “Aos bandidos restam a rendição total ou a morte em combate”.
As imagens foram divulgadas enquanto o novo chefe de Estado colombiano mantém uma política de enfrentamento das máfias do narcotráfico, com bombardeios letais contra guerrilheiros. De La Espriella chegou ao poder em 7 de agosto e tem o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A Justiça colombiana determinou, na quinta-feira (3), que o governo suspenda bombardeios militares contra acampamentos de guerrilha quando houver informação sobre a presença de menores recrutados.
Em ambas as gravações, os corpos aparecem diante do presidente, que elogia a atuação das forças de segurança. No primeiro vídeo, ele também afirma que terminaram os salvo-condutos e os jogos de congelamento do regime anterior, antes de defender a rendição ou a morte em combate para os integrantes de grupos armados.


