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Internacional

A imagem de Mao permanece central na China em meio à pressão econômica

O legado de Mao Tsé-Tung é celebrado em espaços públicos, enquanto críticas à Revolução Cultural continuam limitadas no país.

A imagem de Mao permanece central na China em meio à pressão econômica
Foto: AFP

Jovens chineses ainda se reúnem diante de estátuas de Mao Tsé-Tung para demonstrar admiração pelo fundador da República Popular da China. Em uma cidade industrial, Wang Zhihao e colegas posaram diante de uma grande imagem do líder, enquanto moradores idosos cantavam músicas do Partido Comunista.

A presença de Mao também se mantém nas cédulas, na Praça Tiananmen, em Pequim, e no mausoléu onde seu corpo é preservado. O Partido Comunista Chinês o trata como herói revolucionário, embora tenha reconhecido, depois de sua morte, que a Revolução Cultural foi um grave erro.

Símbolo político e memória seletiva

Mao morreu em 9 de setembro de 1976. Ele comandou a revolução comunista de 1949 contra o governo nacionalista e implantou a propriedade coletiva como instrumento para desenvolver a indústria e integrar o país. Ao mesmo tempo, suas políticas foram associadas à fome e à morte de milhões de pessoas.

A Revolução Cultural, iniciada em 1966, provocou a perseguição de intelectuais classificados como inimigos de classe e levou ao fechamento de escolas. A coletivização da terra e da propriedade privada acompanhou uma condução econômica que resultou na Grande Fome. O governo chinês afirma que 15 milhões morreram; historiadores estimam entre 20 e 43 milhões de vítimas.

Apesar disso, referências a esse período permanecem ausentes do espaço público. O acadêmico Xu Chenggang, filho de um homem classificado como direitista durante a Revolução Cultural, afirmou: "Tudo o que se vê na esfera pública é a linha do partido. Ninguém pode se desviar dela".

O debate sobre o passado também foi restringido durante o governo do presidente Xi Jinping. Ele critica o chamado niilismo histórico e rejeita narrativas que contrariem a interpretação oficial do Partido Comunista. Para Xu, o reconhecimento de que houve erros não esclarece quais foram eles.

Vilas e produtos ligados ao líder

Em Nanjie, na província de Henan, a organização social continua baseada nos princípios maoístas de propriedade coletiva, abandonados no restante da China. Murais exibem o rosto de Mao, e veículos elétricos levam visitantes por conjuntos residenciais cobertos por slogans socialistas. Guias explicam que a administração cooperativa das empresas locais financia moradias gratuitas para os habitantes.

Na praça O Oriente é Vermelho, turistas fotografam uma estátua branca do líder sob bandeiras carmesim. A estudante Xie Kaiyue, 22, disse que ainda o reverencia e que os jovens da aldeia perderam parte do espírito que, em sua avaliação, existia no passado.

A cerca de 500 quilômetros dali, Dazhai, aldeia montanhosa promovida por Mao como exemplo nacional de transformação de terras áridas em áreas irrigadas, recebe visitantes interessados nesse período. Lojas vendem pôsteres, baralhos, utensílios de mesa e o Pequeno Livro Vermelho, com citações do líder.

Para parte dos jovens, a imagem de Mao se conecta à insatisfação com jornadas longas e à competição na educação e no mercado de trabalho. O historiador Kerry Brown afirmou que alguns veem a Revolução Cultural como um período guiado por ideais, e não pelo consumo. Ele classificou essa interpretação como uma mentira.

O professor Mobo Gao, da Universidade de Adelaide, disse que muitos atribuem a Mao a criação das bases para a modernização e o avanço tecnológico da China. Em Shijiazhuang, Wang Zhihao, 20, resumiu a visão compartilhada por seu grupo: "Ele liderou a fundação da República Popular da China."

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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