Uma pesquisa da YouGov de 7 de setembro registrou que 41% dos britânicos apoiavam a legalização da assistência médica para morrer, enquanto 28% eram contra. O levantamento foi divulgado após o Parlamento britânico rejeitar o projeto que tratava do tema.
A proposta recebeu 286 votos contrários e 270 favoráveis. O texto permitiria o acesso ao procedimento a determinados pacientes com expectativa de vida inferior a seis meses. Para que o pedido fosse aceito, seria necessária a avaliação de dois médicos e de um comitê de especialistas.
A pessoa também teria de conseguir administrar sozinha a substância letal. Para os defensores da medida, adultos em fase terminal poderiam encerrar a própria vida com dignidade. Os críticos afirmavam que a legalização poderia pressionar pessoas com deficiência e idosos.
O projeto havia sido abandonado em abril, depois de um longo bloqueio na Câmara dos Lordes, a câmara alta não eleita do Parlamento. Ele voltou a ser apresentado em meados de junho por uma deputada trabalhista.
Durante o debate desta sexta-feira, a deputada trabalhista Janet Daby disse que mudou de posição depois das votações anteriores. Ela relatou ter tido "pesadelos sobre a morte e o fato de morrer" após votar a favor do projeto.
Lauren Edwards, responsável por impulsionar a proposta, afirmou que o Parlamento havia "deixado passar a sua oportunidade". Para ela, a legislação em vigor é "simplesmente cruel demais e injusta para mantê-la como está".


