A polícia da África do Sul investiga a morte de nove mulheres encontradas no município de Ekurhuleni, a leste de Joanesburgo, ao longo dos últimos dois meses. As autoridades avaliam se os crimes foram cometidos pela mesma pessoa ou por um grupo.
O corpo mais recente foi localizado nesta quinta-feira (17), perto de um canteiro de obras. Segundo o comissário provincial de polícia, Fred Kekana, um pedestre encontrou a mulher e avisou as autoridades. Ela não havia sido identificada, aparentava ter cerca de 30 anos e apresentava um possível ferimento de faca na lateral do corpo, além de um corte na garganta. A causa da morte ainda será definida pelos peritos forenses.
As vítimas tinham entre 20 e 39 anos e foram encontradas nuas ou parcialmente vestidas, com hematomas pelo corpo, informou a polícia. A descoberta da nona mulher ocorreu exatamente dois meses depois da localização da primeira vítima.
Na quarta-feira (16), a polícia afirmou que as semelhanças observadas nas mortes das oito primeiras mulheres justificavam um alerta público. Também pediu que a população fornecesse informações que possam ajudar nas investigações.
O primeiro-ministro de Gauteng, Panyaza Lesufi, disse que os investigadores analisam pistas e avançam em dois ou três casos, sem apresentar detalhes. Ele pediu que o público permita tempo para a reunião de provas. “Não vamos nos render”, declarou.
Os assassinatos provocaram protestos sobre a segurança das mulheres e voltaram a expor os índices de feminicídio e de crimes violentos no país. Entre abril e julho deste ano, a África do Sul registrou 5.427 homicídios, média de cerca de 45 por dia, conforme as estatísticas criminais mais recentes. A agência das Nações Unidas para a igualdade de gênero afirma que as taxas de feminicídio do país estão entre as mais altas do mundo.


