São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
País

AGU cobra do YouTube medidas contra falsos especialistas criados por inteligência artificial

Notificação estabelece prazo de 72 horas para remover vídeos ou informar que foram produzidos com IA generativa.

AGU cobra do YouTube medidas contra falsos especialistas criados por inteligência artificial
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou ao YouTube uma notificação para conter vídeos que usam inteligência artificial para apresentar médicos e outros profissionais de saúde como autores de informações falsas. A plataforma deverá remover os conteúdos ou, conforme cada caso, adotar rótulos e contextualizações sobre o uso de IA generativa.

O prazo é de 72 horas e começou a contar do envio da medida, realizado na sexta-feira (4). A AGU também determinou que o YouTube implemente ações para impedir a circulação de materiais semelhantes. A tecnologia empregada nesses vídeos é capaz de produzir imagens e gravações hiper-realistas.

A medida foi tomada depois que o programa Saúde com Ciência, do Ministério da Saúde, identificou 97 perfis com esse tipo de publicação entre janeiro e julho de 2026. Conforme o ministério, os perfis usavam avatares com aparência humana que se apresentavam como médicos ou especialistas e empregavam linguagem alarmista. Parte desse conteúdo era direcionada à população idosa.

Os vídeos também eram usados para promover produtos pagos com base na suposta autoridade das personagens. O Ministério da Saúde apontou riscos de automedicação, uso de terapias sem eficácia comprovada, demora na procura por atendimento profissional e interrupção de tratamentos. As promessas de cura e de tratamentos, segundo a AGU, não apresentavam comprovação científica.

"A iniciativa busca combater o uso de personagens artificiais que simulam autoridade médica para dar credibilidade a informações e promessas terapêuticas potencialmente prejudiciais", afirmou a AGU em nota.

As informações foram encaminhadas pela Advocacia-Geral da União à Polícia Federal e ao Conselho Federal de Medicina. O YouTube informou que não vai se manifestar sobre a notificação.

A AGU já havia notificado o Telegram em outro caso, depois que o governo identificou 18 grupos e canais que comercializavam ilegalmente comprovantes e passaportes vacinais falsificados. Na ocasião, a plataforma removeu os grupos e canais.

Para o órgão, as notificações extrajudiciais reforçam o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a responsabilidade das plataformas por conteúdos ilegais publicados por usuários. Esse entendimento foi firmado em junho de 2025, durante o julgamento do Marco Civil da Internet.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.