Leitores defenderam o afastamento de Alexandre de Moraes, André Mendonça e Paulo Gonet de seus cargos e funções em casos relacionados ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República. As manifestações foram enviadas em resposta a textos sobre o ministro, o STF, investigações e o sistema financeiro.
Dilson Piccin, de Belo Horizonte, afirmou que Moraes, Mendonça e Gonet deveriam deixar os cargos para preservar a imagem do Supremo e do Ministério Público. Para ele, os três deveriam reconhecer os próprios erros e pedir desculpas à população. Piccin também destacou a importância do STF para a democracia brasileira.
Outros leitores fizeram críticas específicas a André Mendonça. Taniara Aguiar de Souza, de Florianópolis, questionou a conduta do ministro em investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e afirmou que ele teria determinado uma investigação da Polícia Federal, atribuição que, segundo ela, não caberia a um juiz.
Caio Iglésias Bertazzi, de São José do Rio Preto, escreveu que Alexandre de Moraes deveria responder pelo caso de Vorcaro e ser afastado até que os fatos fossem esclarecidos. Na mesma mensagem, defendeu que Mendonça deixasse os casos Master e INSS diante de suspeitas de atuação política.
Críticas ao Supremo
As cartas também apontaram suposto uso político de processos e investigações. Luciano Napoleão de Souza, de Barroso, afirmou que ministros do Supremo pareceriam manter processos para utilizar contra desafetos. Adalgisa Veiga de Medeiros, de Cabedelo, perguntou por que um candidato à Presidência estaria sendo preservado em meio aos casos citados.
Vitor Gomes de Almeida, de Londrina, resumiu sua crítica à atuação das autoridades com a frase: “Vista grossa e tudo irá para o brejo.” Adriana Santos, de Macaé, escreveu: “Quem não deve não teme”, ao comentar o temor de vazamentos relacionados à crise no STF.
As mensagens também trataram de outros assuntos. Paulo Dornellas, de São Paulo, criticou empresários que fizeram doações ao PL e ao PT. Leitores comentaram ainda a segurança pública, serviços de acompanhamento de idosos e a discussão sobre livros em bibliotecas escolares nos Estados Unidos.
Marco Antonio Pivetta, de São Paulo, considerou que o debate sobre restrições a obras literárias deveria ser apresentado de forma mais delimitada, enquanto Alex Sgobin, de Campinas, relacionou o tema a disputas políticas nos Estados Unidos e no Brasil.


