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Adaptação de ônibus permite a motorista amputado voltar à linha em Juiz de Fora

Tadeu Oliveira obteve nova CNH, fez exames em veículo adaptado e voltou a conduzir ônibus após a amputação de uma perna.

Adaptação de ônibus permite a motorista amputado voltar à linha em Juiz de Fora
Foto: Reprodução/TV Integração

As adaptações feitas no ônibus foram determinantes para que Tadeu Oliveira pudesse retomar a função de motorista depois de perder uma das pernas em um acidente de moto. O veículo recebeu dois aceleradores, um de cada lado, permitindo que os comandos fossem ajustados à condição física do trabalhador.

Desde 2024, Oliveira conduz a linha 525 (UFJF/Centro). Para voltar ao volante, ele também precisou se adaptar ao uso da prótese e obter uma nova Carteira Nacional de Habilitação (CNH), compatível com suas condições físicas.

O processo de habilitação incluiu exames médico, teórico e prático em um ônibus adaptado em São Paulo. Depois de ser aprovado, o motorista retornou a Juiz de Fora. “Eu achei que não ia voltar a trabalhar mais”, afirmou.

Durante o trabalho, o acelerador usado normalmente fica no lado direito. Ao terminar a jornada, Oliveira aciona um botão que inverte o comando. Assim, passa a acelerar e frear com a perna esquerda.

Trabalho e acessibilidade

A experiência do motorista ocorre em um cenário regulado pela legislação de inclusão profissional. Dados do Ministério do Trabalho referentes a junho de 2026 mostram que 1.337 Pessoas com Deficiência (PCDs) ou reabilitadas pelo INSS estão empregadas em Juiz de Fora.

A reserva de vagas varia conforme o número de empregados da empresa: de 100 a 200 trabalhadores, a cota é de 2%; de 201 a 500, 3%; de 501 a 1.000, 4%; e, acima de 1.000, 5%.

O descumprimento da regra ou a ausência de acessibilidade pode resultar em sanções e multas. A auditora fiscal do Ministério do Trabalho Patrícia Siqueira afirmou que a obrigação das empresas não se limita à contratação. “Não é a pessoa com deficiência que tem que se adaptar ao ambiente de trabalho”, disse.

Para a especialista, também é necessário eliminar barreiras físicas e atitudinais, com ambiente adaptado e sem discriminação.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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