A vitória da Alternativa para a Alemanha (AfD) na Saxônia-Anhalt provocou reações em outros países europeus e não garantiu ao partido condições para governar. As principais siglas alemãs rejeitam uma cooperação com a legenda, que tenta construir uma maioria no parlamento estadual.
A AfD conquistou quase 44% dos votos e elegeu 39 dos 83 deputados da assembleia, ficando três cadeiras abaixo da maioria absoluta. O estado está no território da antiga Alemanha Oriental, tem pouco mais de 2 milhões de habitantes e é um dos menores da Alemanha.
O deputado que liderou a campanha da AfD afirmou: “É um mandato muito claro para governar.” Ele também disse que o resultado foi o melhor obtido por qualquer partido na Saxônia-Anhalt desde 1990.
O programa da legenda inclui a deportação de imigrantes e o encerramento do apoio à Ucrânia. Para o analista político Oliver Lembcke, o resultado representa uma alteração no sistema político alemão: “Podemos ver uma mudança fundamental no sistema político”.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, declarou que a ameaça avança no continente. Na Itália, Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro, comemorou o desempenho. Já o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, classificou a vitória como “péssima notícia”. A primeira-ministra Giorgia Meloni não se manifestou.


