SÃO PAULO — O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou que pretende dividir o BNDES em duas instituições, uma voltada para grandes empresas e outra para microempresas, caso seja eleito. A proposta foi apresentada durante encontro com influenciadores digitais na capital paulista nesta segunda-feira (21).
Cury disse que pretende criar, em comunidades ou favelas e em cada escola pública, agências de um banco empreendedor para atender pequenos negócios. Também afirmou que a redução dos juros poderia ampliar o financiamento de microempresas. Na avaliação do candidato, a cada 1% de aumento na taxa Selic são gastos mais de R$ 100 bilhões para financiar o déficit público e a dívida pública.
Ele declarou que, com responsabilidade fiscal, pretende levar os juros para 5% a 6% ou 4% a 5% em um a dois anos. Segundo Cury, isso permitiria financiar até 15 milhões de microempresas, em vez de 10 milhões.
Na agricultura, a proposta é dobrar a produção de alimentos nos próximos 10 anos. Em outra fala, Cury detalhou a intenção de elevar a produção do agronegócio de 350 milhões para 700 milhões de toneladas em 10 anos e verticalizar o setor. O plano inclui a instalação de frigoríficos no Nordeste e no Centro-Oeste para transformar soja e milho em produtos como suínos, frangos e outras proteínas.
O candidato também afirmou que o agronegócio enfrenta dificuldades de lucratividade e custeio. Segundo ele, o setor tem lucratividade de 5% e paga 20% de custeio. Cury mencionou projetos em citricultura, grãos e seringueira.
Na educação, Cury defendeu a transformação do ensino médio em ensino técnico. Ele afirmou que 80% dos jovens não fazem ensino técnico entre os 7,3 milhões de estudantes do ensino médio.
Turismo e outras propostas
Para o turismo, o candidato propôs duas semanas anuais de descontos, uma em cada semestre, com convênios entre companhias aéreas, restaurantes e hotéis. Cury afirmou que o Brasil recebe 9 milhões de turistas, enquanto o México recebe cinco vezes mais e a Espanha, dez vezes mais.
Durante o encontro, ele também mencionou a intenção de promover mudanças na medicina e na agricultura. Ao defender o aumento da produção de alimentos, disse que seria necessário alimentar pelo menos 2 bilhões de pessoas para que o Brasil não permanecesse em posição inferior diante da China e da Índia.


