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Política

Disputa apertada testa aliança de Kristersson com a direita sueca

Eleitores decidem neste domingo se os Democratas Suecos entrarão no governo liderado por Ulf Kristersson.

Disputa apertada testa aliança de Kristersson com a direita sueca
Foto: Anders Wiklund/TT News via Reuters

A adesão da Suécia à Otan, concluída em 2024 sob a condução de Ulf Kristersson, tornou ainda mais sensível a suspeita de que um dos principais ideólogos dos Democratas Suecos tenha mantido vínculos com os serviços de inteligência russos. Gustav Gellerbrant foi afastado do partido após uma investigação da revista sueca Expo. O primeiro-ministro classificou o momento como parte de uma guerra europeia.

A controvérsia ocorre às vésperas das eleições parlamentares deste domingo (13), que podem definir se os Democratas Suecos passarão a integrar oficialmente o governo. A legenda, originada de movimentos neonazistas, apoia a administração nas votações do Riksdag, o Parlamento sueco, mas ainda não ocupa o gabinete.

Kristersson se comprometeu a incluir representantes do partido caso seja reconduzido ao cargo. Ele afirma que a medida é necessária para preservar a estabilidade de seu governo. A aliança representa uma mudança em relação à posição que adotava há duas eleições, quando prometeu a um sobrevivente do Holocausto que não trabalharia com os Democratas Suecos.

Cenário eleitoral

O bloco de centro-esquerda liderado por Magdalena Andersson esteve à frente das pesquisas desde o início do ano, mas a diferença diminuiu nos levantamentos mais recentes. As quatro siglas que apoiam a ex-primeira-ministra aparecem com entre 49,3% e 50,8% dos votos, faixa que corresponderia a até 180 das 349 cadeiras do Riksdag. A aliança de Kristersson registra de 47,6% a 49%, com possibilidade de alcançar 174 assentos.

Analistas avaliam que a votação pode ser ainda mais equilibrada do que a de 2022. Andersson apresenta a eleição como uma escolha entre a preservação do Estado de bem-estar social e um país dominado por uma legenda de extrema direita fundada por neonazistas.

A política de imigração também ocupa posição central na campanha. No mês passado, um britânico de 74 anos com demência recebeu ordem judicial para sair da Suécia em dez dias, depois de viver no país por 25 anos. Crianças, bebês e trabalhadores qualificados que estão há anos no território também receberam ordens de deportação. Em entrevista à AFP, Kristersson disse que quer "fazer a Suécia grande novamente".

Impasses para os dois blocos

Jimmie Akesson, líder dos Democratas Suecos, pediu desculpas em 2025 pelo passado da organização e apresentou um dossiê sobre suas conexões com grupos fascistas e as posições xenófobas e antissemitas de integrantes.

Mesmo se obtiver maioria, Andersson enfrentará dificuldades para formar uma coalizão. Partidos da esquerda divergem sobre a possibilidade de trabalhar juntos, enquanto a taxação de bilionários, a construção de novas usinas nucleares e o combate à criminalidade dificultam as negociações.

A social-democrata resumiu a disputa ao afirmar: "Ou unificamos o país... ou teremos um governo em que os Democratas Suecos usam sua plataforma para criar divisão".

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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