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Política

Partido anti-imigração busca entrar no governo sueco após eleição de 13 de setembro

Disputa entre os blocos políticos se estreitou, enquanto os Democratas da Suécia pressionam por ministérios em um eventual novo governo de direita.

Partido anti-imigração busca entrar no governo sueco após eleição de 13 de setembro
Foto: Denis Balibouse/Reuters

Os Democratas da Suécia, partido anti-imigração que apoia o primeiro-ministro Ulf Kristersson, querem participar diretamente do governo caso o bloco de direita vença as eleições gerais deste domingo (13). A legenda, que até agora apenas sustentou a coalizão, exige ministérios e pode assumir pela primeira vez funções no Executivo.

Kristersson prometeu atender parte da demanda, incluindo a possibilidade de entregar aos Democratas da Suécia a pasta da Imigração. O partido tornou-se a segunda força política do país em 2022, quando superou a legenda do primeiro-ministro e obteve quase 20% dos votos.

Disputa apertada

A eleição ocorre depois de uma mudança no cenário das pesquisas. Durante boa parte da campanha, o bloco de centro e esquerda, liderado pela social-democrata Magdalena Andersson, aparecia com vantagem ampla sobre a coalizão de centro-direita. Nas últimas semanas, porém, o grupo de Kristersson reduziu a distância.

As três pesquisas mais recentes indicam quase 50% das intenções de voto para a esquerda e o centro, contra 47% para as quatro legendas de direita. Para Jan Teorell, cientista político da Universidade de Estocolmo, o resultado pode ser definido por uma diferença pequena. “Ainda há um pouco de suspense”, afirmou.

A direita pretende manter a política de combate à criminalidade e ampliar as restrições à imigração. O programa que levou Kristersson ao poder em 2022, contudo, perdeu parte da capacidade de mobilização, segundo Teorell. A criminalidade e os preços da gasolina diminuíram, e esses assuntos deixaram de estar entre as principais preocupações dos eleitores.

Saúde, renda e segurança

A campanha também foi marcada pelo aumento das desigualdades e pela redução do poder de compra. A esquerda propõe elevar os impostos sobre bancos e sobre as rendas mais altas para financiar saúde e educação, além de criar apoio financeiro às famílias.

Magdalena Andersson afirmou que a escolha envolve o futuro do modelo de proteção social e o papel dos Democratas da Suécia, que ela classificou como um partido de extrema direita fundado por neonazistas.

Dias antes da votação de 13 de setembro, a fundação Expo informou que uma funcionária dos Democratas da Suécia no Parlamento havia compartilhado propaganda pró-Rússia diversas vezes. Kristersson reagiu ao episódio: “Estamos em plena guerra na Europa”. O primeiro-ministro também disse que o Parlamento não pode ter pessoas que divulguem discursos pró-Rússia.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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