Os Democratas da Suécia, partido anti-imigração que apoia o primeiro-ministro Ulf Kristersson, querem participar diretamente do governo caso o bloco de direita vença as eleições gerais deste domingo (13). A legenda, que até agora apenas sustentou a coalizão, exige ministérios e pode assumir pela primeira vez funções no Executivo.
Kristersson prometeu atender parte da demanda, incluindo a possibilidade de entregar aos Democratas da Suécia a pasta da Imigração. O partido tornou-se a segunda força política do país em 2022, quando superou a legenda do primeiro-ministro e obteve quase 20% dos votos.
Disputa apertada
A eleição ocorre depois de uma mudança no cenário das pesquisas. Durante boa parte da campanha, o bloco de centro e esquerda, liderado pela social-democrata Magdalena Andersson, aparecia com vantagem ampla sobre a coalizão de centro-direita. Nas últimas semanas, porém, o grupo de Kristersson reduziu a distância.
As três pesquisas mais recentes indicam quase 50% das intenções de voto para a esquerda e o centro, contra 47% para as quatro legendas de direita. Para Jan Teorell, cientista político da Universidade de Estocolmo, o resultado pode ser definido por uma diferença pequena. “Ainda há um pouco de suspense”, afirmou.
A direita pretende manter a política de combate à criminalidade e ampliar as restrições à imigração. O programa que levou Kristersson ao poder em 2022, contudo, perdeu parte da capacidade de mobilização, segundo Teorell. A criminalidade e os preços da gasolina diminuíram, e esses assuntos deixaram de estar entre as principais preocupações dos eleitores.
Saúde, renda e segurança
A campanha também foi marcada pelo aumento das desigualdades e pela redução do poder de compra. A esquerda propõe elevar os impostos sobre bancos e sobre as rendas mais altas para financiar saúde e educação, além de criar apoio financeiro às famílias.
Magdalena Andersson afirmou que a escolha envolve o futuro do modelo de proteção social e o papel dos Democratas da Suécia, que ela classificou como um partido de extrema direita fundado por neonazistas.
Dias antes da votação de 13 de setembro, a fundação Expo informou que uma funcionária dos Democratas da Suécia no Parlamento havia compartilhado propaganda pró-Rússia diversas vezes. Kristersson reagiu ao episódio: “Estamos em plena guerra na Europa”. O primeiro-ministro também disse que o Parlamento não pode ter pessoas que divulguem discursos pró-Rússia.


