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Política

Liminar do TSE barra campanha de Dallagnol ao Senado pelo Paraná

Decisão impede atos de campanha e uso de recursos públicos até o julgamento de recurso sobre o registro eleitoral.

Liminar do TSE barra campanha de Dallagnol ao Senado pelo Paraná
Foto: Reuters

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu, por meio de liminar, a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná. A decisão, assinada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques e publicada na noite deste sábado (19), impede o ex-deputado federal de realizar atos de campanha até o julgamento de um recurso contra o registro.

Até a análise definitiva, Dallagnol também está proibido de usar recursos públicos de campanha, veicular propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e participar de debates.

O ministro apontou indícios de que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) contrariou um entendimento firmado pelo próprio TSE ao autorizar o registro da candidatura. A liminar foi concedida após pedido da Coligação Paraná Para Todos e da Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), que solicitaram efeito imediato ao recurso contra a decisão do tribunal regional.

Decisão anterior

Em 2023, o TSE declarou Dallagnol inelegível. Os ministros entenderam que ele havia pedido exoneração antecipada do Ministério Público Federal para evitar a conclusão de procedimentos disciplinares que poderiam comprometer sua candidatura. A conduta foi considerada fraude, com consequência de inelegibilidade conforme a Lei da Ficha Limpa.

O TRE-PR deferiu o registro para a disputa de 2026 ao considerar que os procedimentos administrativos contra o ex-procurador foram arquivados e não terminaram em punições. O tribunal regional também avaliou que a decisão do TSE de 2023 não havia criado impedimento automático para a eleição deste ano.

Floriano de Azevedo Marques afirmou que fatos posteriores não afastam, por si só, a possível fraude identificada no momento da exoneração. Na avaliação do ministro, como não houve mudanças relevantes na situação jurídica do candidato, deve ser mantido o entendimento anterior do TSE.

Dallagnol ganhou projeção nacional como coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, e foi eleito deputado federal pelo Paraná em 2022. Na disputa ao Senado em 2026, aparecia entre os primeiros colocados. Pesquisa da Realtime Bigdata divulgada em setembro apontou 19% para Dallagnol e 18% para Alexandre Curi (Republicanos).

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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