São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Política

Pressão por afastamentos no STF chega ao cálculo eleitoral do Senado

Aliados de Davi Alcolumbre avaliam que a composição do Senado após as eleições definirá o destino de pedidos contra ministros do STF.

Pressão por afastamentos no STF chega ao cálculo eleitoral do Senado
Foto: Folhapress

A possibilidade de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal passou a ser considerada real por parlamentares que antes rejeitavam a abertura de processos. A avaliação ocorre enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, calcula o impacto das eleições sobre sua campanha pela recondução ao cargo.

Aliados afirmam que Alcolumbre pretende aguardar a definição do próximo presidente da República e dos 54 novos senadores antes de decidir se dará andamento a algum pedido e quais ministros seriam alvo. A eleição para o comando do Senado ocorre tradicionalmente no primeiro dia de funcionamento do Congresso Nacional, em fevereiro.

Moraes e Mendonça no centro das discussões

O impeachment de Alexandre de Moraes é tratado por aliados de Alcolumbre como a principal possibilidade de negociação com senadores bolsonaristas. O grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro passou a defender a destituição do ministro após a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe.

Alcolumbre é amigo de Moraes e, segundo pessoas próximas, mantém a posição contrária ao afastamento do ministro. Esses aliados reconhecem, porém, que a composição do Senado resultante das urnas pode tornar difícil impedir a abertura de um processo.

André Mendonça também entrou nas discussões. Alcolumbre teria debatido com pessoas de confiança a possibilidade de um pedido contra o ministro, de quem é desafeto. Um interlocutor do senador afirma que Mendonça atropelou o rito formal ao solicitar uma investigação contra Moraes. Entre os argumentos analisados está um relatório sem assinatura mencionado por Moraes na investigação do colega por abuso de autoridade.

Senadores da base governista que antes rejeitavam o afastamento de integrantes do STF agora admitem essa possibilidade nos casos de Moraes, Mendonça ou outro ministro. Um líder partidário avalia que o episódio pode desencadear uma reforma no Judiciário, inclusive com a destituição de mais de um integrante da corte.

Reações no Senado

Parlamentares também discutem propostas como mandato fixo para ministros, em substituição à aposentadoria compulsória aos 75 anos, e aumento da idade mínima para indicação, hoje de 35 anos. Cid Gomes defendeu que o Supremo se manifeste antes de o Senado agir: "A minha opinião é que a gente deve dar um tempo para que, diante de todos esses escândalos, o próprio Supremo dê uma posição."

Após conversar com Moraes na quarta-feira (2), Alcolumbre mencionou um pedido de R$ 130 milhões feito por Flávio Bolsonaro para um filme sobre Jair Bolsonaro. Ao ser questionado sobre os pedidos contra Moraes, disse que há 109 solicitações relativas aos dez ministros do Supremo e que a pressão da oposição ocorre há muito tempo.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.