São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Saúde

Uso prolongado de desogestrel eleva risco de meningioma, diz agência francesa

A ANSM enviará alertas a mulheres e médicos sobre o risco associado ao anticoncepcional e recomenda avaliação médica antes de qualquer mudança.

Uso prolongado de desogestrel eleva risco de meningioma, diz agência francesa

O risco de meningioma associado a anticoncepcionais que contêm desogestrel aumenta com o tempo de uso, segundo a agência francesa responsável pela fiscalização de medicamentos. O alerta será enviado a cerca de 1,6 milhão de mulheres que utilizaram o produto, incluindo o Cerazette, e a aproximadamente 90 mil médicos que fizeram prescrições da versão com 75 microgramas.

Um estudo realizado em 2024 pelo grupo Epi-Phare estimou que uma em cada 67 mil usuárias desenvolveu um meningioma relacionado ao anticoncepcional. Depois de cinco anos de tratamento, a proporção chega a uma em cada 17 mil. O risco dobra após sete anos de uso em comparação com mulheres que nunca utilizaram o medicamento, mas desaparece um ano depois da interrupção.

O meningioma é um tumor benigno que se forma nas meninges, membranas que envolvem o cérebro. A ANSM informou que o risco é baixo. Mulheres com mais de 45 anos e aquelas que já usaram, por mais de um ano, outro progestagênio associado a risco estão mais sujeitas ao tumor.

Quando procurar atendimento

A carta orienta a busca por avaliação médica diante de dores de cabeça persistentes, alterações visuais, fraqueza muscular, distúrbios de equilíbrio ou da fala, perda de memória e crises epilépticas novas ou agravadas. Nesses casos, pode ser solicitado um exame de imagem cerebral, como a ressonância magnética.

A diretora médica da ANSM, Isabelle Yoldjianu, afirmou que o risco não é comparável ao associado ao Androcur, que era 20 vezes maior após cinco anos de uso. A agência recomenda que as pacientes não interrompam o anticoncepcional sem orientação médica e que discutam o tema na próxima consulta de rotina.

O ginecologista francês Geffroy Robin disse, em entrevista à rádio RTL, que os tratamentos com desogestrel, também usados contra endometriose e menstruação abundante, melhoram a qualidade de vida de muitas mulheres. A Agência Europeia de Medicamentos decidiu incluir o risco nas bulas desses anticoncepcionais em um ano, após solicitação da agência francesa. A ANSM também mantém uma seção de perguntas e respostas e recomenda a reavaliação anual de todo método contraceptivo.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.