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Saúde

Cinco sinais de que é hora de reavaliar o consumo de álcool

Especialistas apontam comportamentos que podem indicar uma relação problemática com a bebida e merecem atenção.

Cinco sinais de que é hora de reavaliar o consumo de álcool
Foto: Catarina Pignato/Folhapress

Pensar constantemente em quando, quanto e que tipo de álcool beber pode ser um sinal de que é necessário examinar a relação com a bebida. A avaliação também deve considerar tentativas frustradas de reduzir o consumo, dificuldade para saber quanto foi ingerido, uso do álcool para enfrentar situações cotidianas e reações defensivas quando outras pessoas abordam o tema.

Cecily Mak parou de beber há nove anos. Antes disso, consumia álcool diariamente para amenizar as dificuldades da vida e dizia não conseguir socializar sem uma ajuda da bebida. Autora de Undimmed, livro sobre a reavaliação do consumo de álcool, ela relata que dedicava muitos pensamentos à organização do consumo: “Devo beber hoje à noite? Quanto? Só vinho? A que horas devo começar —ou parar?”

Hannah Snyder, psiquiatra especializada em dependência química da Cleveland Clinic, afirma que esse diálogo interno está entre os sinais sutis que podem indicar a necessidade de rever o consumo.

Comportamentos que merecem atenção

Uma tentativa de redução que não é cumprida também pode ser motivo de preocupação. Stephen Holt, diretor da Clínica de Recuperação de Dependências da Faculdade de Medicina da Universidade Yale, cita como exemplo quem estabelece a meta de se controlar, mas não consegue mantê-la.

Outro alerta aparece quando a pessoa perde a noção da quantidade ingerida. As diretrizes alimentares dos Estados Unidos recomendam limitar o álcool a, no máximo, uma dose por dia para mulheres e duas doses por dia para homens. Snyder observa que a contagem pode ser deixada de lado durante uma atividade ou aumentar gradualmente ao longo dos anos.

Recorrer à bebida para enfrentar uma festa, relaxar depois que os filhos dormem, aliviar o estresse ou se sentir melhor consigo mesmo também exige reflexão. Snyder recomenda perguntar por que o álcool está sendo buscado e considerar alternativas que produzam efeito semelhante.

Por fim, culpa, irritação ou uma postura defensiva quando familiares, amigos ou colegas comentam sobre o consumo são sinais relevantes, afirma Holt. Para ele, esse tipo de reação merece atenção.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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