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Economia

Mensagens contradizem versão de Celina sobre compra do Banco Master pelo BRB

Trocas entre Daniel Vorcaro e Thiago Miranda mencionam participação da governadora, sem detalhar qual teria sido seu papel na negociação.

Mensagens contradizem versão de Celina sobre compra do Banco Master pelo BRB
Foto: Folhapress

Investigações da Polícia Federal concluíram que o BRB transferiu cerca de R$ 17 bilhões ao Banco Master, dos quais aproximadamente R$ 12,2 bilhões eram títulos falsos, sem valor. No contexto da tentativa de compra do banco, mensagens trocadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro mencionam a participação de Celina Leão na negociação, embora não apresentem conversas diretas com a governadora nem descrevam sua atuação.

O BRB aprovou a compra de 58% das ações do Master em assembleia do conselho de administração realizada oito dias antes das mensagens, trocadas em 5 de abril de 2025. À época, Celina era vice-governadora do Distrito Federal.

O conteúdo das mensagens

O publicitário Thiago Miranda enviou a Vorcaro uma reportagem sobre o desconforto no governo local provocado pela operação. Naquele momento, Celina afirmava não ter sido consultada sobre a compra. Miranda escreveu que ela queria aparecer por ter ficado fora do negócio.

Vorcaro respondeu que Celina não havia sido excluída e que estaria adotando uma estratégia de proteção política. “Não ficou de fora não. Isso aí é jogo pra se preservar na política”, escreveu o ex-banqueiro.

Em outra mensagem, Miranda afirmou conhecer muito bem a então vice-governadora e disse que ela queria aparecer porque teria ficado fora da operação. As trocas ocorreram horas depois da publicação da reportagem que registrava a alegação de Celina de que não conhecia a operação e não havia sido consultada.

Na ocasião, ela declarou: “Não tenho conhecimento sobre a operação [de compra do Banco Master], não fui consultada, fiquei sabendo pela imprensa”.

Resposta da governadora

Procurada na segunda-feira (14), Celina citou a reportagem e afirmou que as mensagens confirmariam sua oposição à compra do Master pelo BRB. Ela não explicou por que Vorcaro teria dito que participou da operação e fazia um jogo político.

A governadora também sustentou que havia se manifestado contra o negócio em março de 2025, antes de assumir o governo. Celina era vice de Ibaneis Rocha quando o BRB tentou comprar o Master; ela assumiu o governo em março e é candidata à reeleição. Gustavo Rocha, candidato a vice-governador em sua chapa, foi secretário-chefe da Casa Civil na gestão de Ibaneis.

Celina tem repetido que não sabia da operação e que não mantinha sequer contato com Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, que está preso. Em debate realizado no último dia 10, afirmou que seu nome não aparecia na agenda telefônica de Vorcaro nem nas conversas analisadas.

Situação financeira do BRB

O prejuízo causado pela compra de carteiras de crédito falsas do Master e pela tentativa de aquisição do banco ainda não tem valor final definido. O BRB não publica balanços completos desde agosto do ano passado, quando divulgou os dados do segundo semestre, e corre risco de sofrer intervenção do Banco Central.

O governo local defende um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões, com garantia da União, para cobrir o prejuízo. Na semana passada, o ministro do STF Luiz Fux determinou prazo de 15 dias para manifestações do governo federal, do Banco Central e do Fundo Garantidor de Créditos sobre o pedido.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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