SÃO PAULO — O corredor Minas-Rio será o primeiro leilão ferroviário do setor em cinco anos, com data marcada para 17 de dezembro. Enquanto prepara o certame, o Ministério dos Transportes apresentou nesta terça-feira (15), em São Paulo, sete trechos de curta extensão a empresas e bancos. As rotas poderão ser destinadas ao transporte de cargas e passageiros.
O governo ainda não decidiu quais dos sete trechos serão levados a leilão neste ano. A previsão é selecionar pelo menos dois, usando o modelo de autorização. Nesse formato, previsto no Marco Legal das Ferrovias, de 2021, empresas privadas podem construir e explorar as linhas por conta própria, conforme as condições da legislação. Os vencedores terão até dois anos para apresentar os projetos.
As rotas estão distribuídas pelas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A lista inclui Cruz Alta–Santo Ângelo (RS), com 108 km e potencial para cargas de soja, milho e fertilizantes; Santo Ângelo–Santa Rosa (RS), de 65 km, voltada à integração de cooperativas e volumes; e Roncador Novo–Jardim Ingá (GO), com 245 km e potencial para um porto seco.
Também fazem parte da carteira General Carneiro–Miguel Burnier (MG), de 92 km, com possibilidades para minério, siderurgia e turismo; Aguaí–Bauxita (SP e MG), de 75,4 km, integrada à rede ferroviária paulista; Campina Grande–Cabedelo (PB), de 163,2 km, descrita como corredor logístico multimodal com integração urbana; e Brasília–Luziânia (DF e GO), de 60,5 km, destinada ao transporte regional de passageiros.
Corredor Minas-Rio
Com 733 quilômetros, o corredor Minas-Rio é operado atualmente pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). O projeto será dividido em dois lotes: o primeiro ligará Iguatema (MG) a Barra Mansa (RJ), com um ramal entre Varginha (MG) e Lavras (MG); o segundo abrangerá Barra Mansa e Angra dos Reis (RJ).
A futura concessionária deverá manter, recuperar e modernizar a infraestrutura e terá até dois anos para apresentar um plano de recapacitação. O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que CSN e MRS estudam o projeto em conjunto.
Dos oito projetos previstos para 2026, apenas o corredor Minas-Rio tem leilão marcado. Os sete chamamentos públicos apresentados agora não estavam na carteira inicial do ministério. Santoro disse que os editais do Anel Ferroviário Sudeste (EF-118) e da Malha Oeste devem ser publicados ainda neste ano, mas os leilões ficariam para o ano que vem.


