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Internacional

Batida do ICE em supermercado de Nova Jersey termina com 18 detenções

Operação em Lakewood levou funcionários e trabalhadores diaristas, enquanto o ICE amplia prisões migratórias no estado.

Batida do ICE em supermercado de Nova Jersey termina com 18 detenções
Foto: Reuters

Uma operação do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em um supermercado mexicano de Lakewood, em Nova Jersey, terminou com a detenção de 18 pessoas sem status migratório legal. A ação ocorreu em 24 de junho e envolveu mais de meia dúzia de SUVs no estacionamento do El Oaxaqueño.

Funcionários afirmaram que agentes federais perseguiram trabalhadores para dentro do estabelecimento. Clientes e empregados tentaram se esconder no andar de cima, em um banheiro e atrás de caixas de hortifrúti na câmara frigorífica. Segundo testemunhas, dez pessoas foram detidas dentro da loja, entre elas seis funcionários. Outros trabalhadores diaristas foram levados do lado de fora.

Uma das funcionárias, Bernarda Hernandez, 32, disse que estava trancada no banheiro com outra colega quando os agentes entraram. Ela afirmou que contou aos agentes que tinha uma filha de 2 anos, mas não conseguiu evitar a detenção. “Eles abriram a porta e nos tiraram de lá”, disse Hernandez, em espanhol.

Justificativa apresentada pelo governo

O Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que os agentes foram ao local após receberem “uma denúncia confiável” de que um imigrante sem status migratório legal, com antecedentes criminais e acusado de furto e falsificação, estaria no estacionamento.

O órgão afirmou que algumas pessoas fugiram para dentro do supermercado, o que teria levado os agentes a iniciar uma perseguição. O DHS não informou quantos detidos foram encontrados no interior da loja. A maior parte das prisões, segundo o departamento, parecia ser de pessoas que estavam no local, mas não eram os alvos originais da operação.

O ICE declarou que algumas das 18 pessoas detidas tinham acusações anteriores por invasão de propriedade, obstrução da ação policial e infrações de trânsito. A agência não especificou quantos dos presos tinham antecedentes criminais.

Arturo Garcia, 40, açougueiro guatemalteco do supermercado, afirmou que os agentes não apresentaram mandado para entrar no estabelecimento e não perguntaram seu nome, seus documentos ou sua situação migratória antes de imobilizá-lo. Ele disse ter entrado ilegalmente nos Estados Unidos há cerca de 20 anos e se estabelecido em Lakewood por ter primos na cidade.

Aumento das detenções em Nova Jersey

A ação no El Oaxaqueño ocorreu durante uma mudança na atuação do ICE, que passou a realizar operações mais rápidas e menos visíveis em municípios, subúrbios e cidades de diferentes partes dos Estados Unidos. Os agentes receberam ordens de efetuar 2.000 prisões migratórias por dia, aproximadamente o dobro do ritmo registrado na primavera.

Em Nova Jersey, o ICE prendeu mais de 2.100 pessoas em julho, o maior número em um único mês desde que Donald Trump voltou ao poder. O total superou em mais do que o dobro a média de cerca de 850 a 950 detenções mensais registrada entre fevereiro e maio.

No estado vizinho de Nova York, as prisões também aumentaram e passaram de 1.500 em julho. Em Nova Jersey, registros judiciais e relatos de advogados apontam detenções de madrugada em pontos de ônibus, canteiros de obras e postos de gasolina. Também houve abordagens de imigrantes que dirigiam para o trabalho e de equipes que se deslocavam para serviços de jardinagem.

A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, democrata, se opôs à instalação de novos centros de detenção do ICE no estado e tentou proibir que os agentes usassem máscaras. Stephen Sigmund, porta-voz do governo estadual, afirmou que as operações não tornam Nova Jersey mais segura.

Os detidos foram encaminhados a centros de detenção migratória, incluindo o Delaney Hall, em Newark, unidade com mil vagas que é alvo de denúncias sobre condições sanitárias precárias.

Reação de funcionários e proprietários

A operação afastou moradores das ruas de Lakewood e levou comerciantes a manter as portas trancadas por horas. Reuben Kerben, advogado de imigração, disse ter recebido centenas de ligações desde junho, inclusive de empregadores que tentavam libertar funcionários detidos.

Os proprietários do El Oaxaqueño ajudaram a encontrar advogados para obter a libertação da maioria dos funcionários que estavam sob custódia do ICE. Vicky Santiago, uma das proprietárias, recusou-se a dar entrevista, mas afirmou em um vídeo publicado na página do supermercado no TikTok que defenderia os trabalhadores. Ela disse que todos eram como uma família e que muitos trabalhavam no local havia anos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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