São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Justiça

Dino interrompe sessão do STF antes de análise sobre Moraes

Pedido de vista ocorreu após votação de questão de ordem sobre petições ligadas ao caso do Banco Master.

Dino interrompe sessão do STF antes de análise sobre Moraes

A sessão do Supremo Tribunal Federal que avaliava a possibilidade de investigação contra Alexandre de Moraes foi interrompida após o ministro Flávio Dino pedir vista. Os ministros não chegaram a examinar o mérito da petição, que trata de um suposto vínculo entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O julgamento começou às 10h30 desta terça-feira (15/9), com a leitura do relatório pelo presidente do STF, Edson Fachin, que passou a relatar o caso. Antes do debate principal, Fachin consultou os ministros sobre eventual impedimento ou suspeição para participar da análise.

Kassio Nunes Marques informou que não participaria. Ele declarou que não se sentia confortável em julgar a petição como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, porque o caso poderia afetar o cenário político eleitoral. Dias Toffoli também deixou de participar, alegando suspeição por motivo de foro íntimo.

Questão de ordem

A discussão preliminar foi concentrada por uma proposta apresentada por Gilmar Mendes, decano do tribunal. Ele sugeriu redistribuir e organizar as petições que tratam da possibilidade de integrantes da corte terem cometido ilícitos no caso do Banco Master.

A votação da proposta começou à tarde. Dino chegou a registrar voto, mas o retirou depois e pediu vista. Ao fim da sessão, a questão de ordem foi rejeitada por 4 votos a 3.

Gilmar Mendes foi acompanhado por Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Edson Fachin abriu a divergência, seguido por André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Nunes Marques e Toffoli não votaram porque haviam declarado, respectivamente, impedimento e suspeição.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.