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Justiça

Fachin centraliza no STF apurações sobre ministros e suspende decisões

Presidente do Supremo interrompeu medidas de Mendonça e Dino e marcou sessão extraordinária do Plenário para 15/9.

Fachin centraliza no STF apurações sobre ministros e suspende decisões

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9/9) decisões de André Mendonça e Flávio Dino relacionadas à direção da Polícia Federal. Ele também determinou que procedimentos sobre possíveis investigações de ministros do tribunal sejam enviados previamente à Presidência do STF.

A medida foi tomada na Petição 16.704, apresentada pela própria Presidência da corte. Fachin também interrompeu a tramitação da Petição 16.662, sob relatoria de Mendonça, e convocou uma sessão extraordinária do Plenário para terça-feira (15/9), às 10h.

O ministro apontou a existência de decisões individuais sucessivas, tomadas em processos diferentes, mas ligadas aos mesmos fatos e autoridades. Na avaliação dele, a sobreposição gerou conflito processual com potencial de causar “grave lesão à ordem pública e à integridade” do tribunal. Fachin afirmou ainda que cabe à Presidência examinar o tema nesse procedimento.

Medidas suspensas

Entre as decisões atingidas está a de Mendonça, tomada na terça-feira (8/9), que afastou preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. O ministro também havia ordenado procedimentos sobre a produção de relatórios de inteligência e restringido a elaboração ou o compartilhamento de documentos ligados à análise de atos de integrantes do Judiciário, da advocacia pública e da polícia judiciária.

A decisão de Mendonça chegou à 2ª Turma, mas a análise foi interrompida após pedido de vista de Gilmar Mendes. O ministro mencionou dúvidas sobre a competência do colegiado e o risco de decisões incompatíveis.

Dino, por sua vez, havia determinado na manhã desta quarta-feira, na Petição 16.669, o retorno dos delegados aos postos de direção da Polícia Federal e a recuperação de suas atribuições. O processo tramita em sigilo e foi aberto originalmente para apurar fatos ligados a um suposto direcionamento de emendas parlamentares para o filme “Dark Horse”.

Fachin também paralisou procedimentos sobre eventual investigação de ministros do Supremo e determinou que esses casos sejam encaminhados antes à Presidência. A decisão alcançou ainda um procedimento de controle externo instaurado pela Procuradoria-Geral da República.

Pedido da União

Em decisão separada, Fachin aceitou liminarmente pedido da União e suspendeu o afastamento dos dois diretores da Polícia Federal. Ele classificou a suspensão de decisões de outros ministros do STF como medida “absolutamente excepcional”, mas afirmou haver precedentes no tribunal.

A União alegou que a retirada simultânea dos responsáveis pela direção da PF e pela área de inteligência poderia afetar o funcionamento do órgão e causar lesão à ordem pública. Também sustentou que Mendonça havia interferido na competência do presidente da República para nomear e exonerar ocupantes de cargos de direção na instituição.

Fachin ressaltou que ainda não examinou o mérito do afastamento. Na Suspensão de Liminar (SL) 1.946, concedeu 48 horas para que Andrei Rodrigues apresente informações, se desejar. Depois desse prazo, o presidente do STF decidirá sobre a permanência do delegado no comando da Polícia Federal com base no artigo 33, parágrafo único, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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