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Justiça

Reforma Tributária pode elevar custos de consórcios em obras de infraestrutura

Maria Andréia dos Santos apontou dúvidas sobre IBS, CBS, créditos tributários e aplicação do REIDI aos consórcios.

Reforma Tributária pode elevar custos de consórcios em obras de infraestrutura

A Reforma Tributária pode aumentar os custos de operações realizadas por consórcios em obras de infraestrutura, em razão do tratamento previsto para equipamentos, materiais e créditos tributários. O tema foi discutido por Maria Andréia dos Santos, sócia do Sanmahe Advogados, na 28ª reunião da Associação Paulista de Estudos Tributários (APET), realizada nesta quarta-feira (16/9).

O encontro debateu os efeitos da reforma na construção civil e também contou com Alexandre Evaristo, Pedro Anan Jr., Sabrina Sasaki Manata e Eduardo Natal.

Consórcios e créditos tributários

Maria Andréia afirmou que os consórcios são utilizados para reunir empresas com capacidades técnicas diferentes. Apesar de terem inscrição própria e cumprirem obrigações tributárias, essas estruturas não possuem personalidade jurídica. Essa característica gera dúvidas sobre como serão tratadas as operações entre o consórcio e as empresas consorciadas no novo sistema de IBS e CBS.

Um dos pontos destacados foi a possibilidade de acúmulo de créditos. “Existe um potencial de acúmulo de créditos que pode decorrer não só da própria natureza da operação”, afirmou a advogada. A situação ocorreria, em muitas operações, quando a aquisição pelo consórcio fosse submetida a uma alíquota cheia e a saída tivesse alíquota reduzida.

Aplicação do REIDI

A advogada também abordou o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI). De acordo com Maria Andréia, a legislação atual permite a habilitação no regime apenas das empresas consorciadas, e não do consórcio.

Com a Reforma Tributária, a transferência de equipamentos e materiais ao consórcio poderá ficar sujeita ao IBS e à CBS sem o crédito correspondente. Na avaliação apresentada, isso tende a elevar o custo da operação e reduzir a atratividade do incentivo.

Maria Andréia defendeu ajustes legislativos para dar maior previsibilidade às empresas. Embora considere a Reforma Tributária positiva, disse que as particularidades dos setores econômicos precisam ser contempladas para evitar insegurança jurídica.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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