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TCU aponta falhas na Enel e cobra preparação para o fim da concessão

Tribunal cita penalidades, problemas operacionais e falta de planejamento para o fornecimento de energia em São Paulo após 2028.

TCU aponta falhas na Enel e cobra preparação para o fim da concessão
Foto: Folhapress

A Enel acumulou R$ 320,8 milhões em penalidades desde que assumiu a concessão de energia em São Paulo, em 2018, e apresentou desempenho considerado insatisfatório, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão avaliou que há elementos que podem impedir a prorrogação do contrato e determinou ao governo federal a apresentação, em 60 dias, de um plano para garantir o fornecimento no estado depois do encerramento da concessão, em 2028.

O processo examina os apagões sucessivos registrados na região metropolitana desde o fim de 2023 e a atuação do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para o tribunal, a renovação não é uma obrigação do poder público. O TCU também apontou falta de planejamento dos órgãos federais para definir o futuro da distribuidora.

A auditoria, relatada pelo ministro Augusto Nardes em plenário, associou a melhora financeira da empresa à redução de despesas com pessoal e manutenção. Na avaliação apresentada, essa escolha prejudicou a capacidade de resposta a ocorrências emergenciais. Entre os problemas identificados pela Aneel estão falhas recorrentes no restabelecimento da energia, deficiências na gestão operacional, saturação do centro de operações, degradação da infraestrutura e subinvestimento crônico.

Medidas e próximos contratos

A agência informou ao TCU que as sanções convencionais e outras medidas coercitivas contra a Enel-SP se esgotaram. Também abriu um processo que pode levar à caducidade da concessão. Embora o relator considere que a Aneel esteja adotando as providências necessárias, ele registrou que houve certa demora na apuração das responsabilidades da empresa.

O ministro afirmou que os efeitos dos apagões prolongados atingiram a indústria e o comércio, além de provocarem perdas de alimentos, medicações e vacinas e cancelamentos de reservas em hotéis e restaurantes.

O tribunal recomendou que o próximo contrato estabeleça metas mais rígidas de qualidade e tempo de atendimento, redes subterrâneas em trechos críticos, punições mais severas pelo descumprimento dos objetivos e regras para ressarcimento de consumidores prejudicados por interrupções que ultrapassem os prazos definidos. O TCU ainda alertou que contratações emergenciais decorrentes de falta de planejamento poderão ser investigadas, com possível responsabilização dos agentes públicos envolvidos.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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