A suspensão de uma pesquisa que mostrava a queda de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) antecedeu a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de ampliar as informações exigidas dos institutos para os levantamentos do segundo turno das eleições de 2026.
O presidente da corte, Kassio Nunes Marques, deverá enviar um comunicado às empresas nos próximos dias. A orientação prevê que os institutos informem detalhes mais aprofundados sobre as metodologias empregadas, mas o conteúdo completo da exigência ainda não foi divulgado.
A pesquisa, da Atlas/Bloomberg, foi alvo de censura por decisão monocrática de Kassio, após pedido da pré-campanha de Flávio. A equipe do senador alegou que o questionário havia sido “estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa” sobre o candidato à Presidência.
O argumento foi apresentado depois da revelação da troca de mensagens entre Flávio e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão suspendeu a divulgação do levantamento.
Propostas em avaliação
Desde julho, Kassio discutia mudanças nas regras aplicadas às empresas responsáveis pelas pesquisas. Entre as medidas analisadas estava a criação de um “selo de acurácia eleitoral”, que premiaria os institutos com maior número de acertos nos resultados do pleito.
A proposta foi abandonada depois de críticas de institutos e especialistas. Kassio foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A discussão sobre as pesquisas ganhou força após a decisão relacionada ao levantamento da Atlas/Bloomberg.


