São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00%
Notícia com critério
Saúde

Canetas para obesidade no SUS dependerão de protocolos, afirma ministro

Alexandre Padilha prevê incorporação nos próximos anos e cita estudos, pacientes na fila da bariátrica e pessoas com problemas cardiovasculares.

Canetas para obesidade no SUS dependerão de protocolos, afirma ministro
Foto: Folhapress

O Ministério da Saúde avalia a incorporação das chamadas canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde nos próximos anos. A oferta, porém, deverá seguir protocolos para doenças específicas, como a obesidade, segundo o ministro Alexandre Padilha, que falou nesta terça-feira (8) durante um evento sobre propostas para a saúde até 2030.

Padilha afirmou que os medicamentos poderão ser considerados para pacientes que aguardam cirurgia bariátrica e para pessoas com problemas cardiovasculares. Ele também citou mulheres em tratamento contra o câncer de mama, diante de estudos sobre possíveis efeitos benéficos dessas substâncias no combate a alguns tumores.

Estudos e experiências em andamento

A incorporação ainda não ocorre de forma ampla no SUS. Há experiências destinadas a poucos pacientes no município do Rio de Janeiro, além de protocolos que envolvem as gestões estaduais do Rio e de Goiás e o Distrito Federal.

O Ministério da Saúde conduz ainda um estudo em uma unidade do Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. A pesquisa reúne cerca de 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças e indicação para cirurgia bariátrica. Padilha classificou esse trabalho como o principal protocolo em análise.

O ministro disse que os medicamentos voltados ao tratamento do diabetes e da obesidade estarão no SUS nos próximos anos, mas não apresentou uma estimativa para o início da entrega. Para ele, os produtos devem ser tratados como medicamentos, e não como soluções estéticas.

Pedido para inclusão de medicamento

A Novo Nordisk renovou neste ano um pedido à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias para incluir o Wegovy na rede pública. O medicamento contém semaglutida, e a proposta prevê atender pacientes com obesidade que já sofreram infarto.

Em uma análise feita em 2025 para um público mais amplo, a comissão rejeitou a incorporação ao apontar impacto de até R$ 8 bilhões para os cofres públicos. Na nova proposta, a empresa estima que 38.598 pacientes poderiam receber o tratamento, com custo anual entre R$ 500 milhões e R$ 650 milhões, caso a inclusão seja aprovada.

As canetas são medicamentos agonistas de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo e relacionado ao controle da glicose e aos mecanismos de saciedade. Entre os produtos citados estão Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk; Ozivy, da EMS; e Mounjaro, da Eli Lilly. Os dois primeiros grupos têm semaglutida, enquanto o Mounjaro contém tirzepatida e também atua no receptor do hormônio GIP.

A Anvisa antecipou a análise de 20 pedidos de medicamentos com liraglutida ou semaglutida após solicitação do Ministério da Saúde. Em maio, a agência aprovou a primeira caneta de semaglutida produzida por uma indústria nacional, a Ozivy. Depois, autorizou outras versões, incluindo dois genéricos pelo menos 35% mais baratos que o produto de referência.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.