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Economia

Correios levam greve ao TST após rejeição de proposta por trabalhadores

Estatal pede que tribunal avalie a paralisação e determine a continuidade dos serviços; federação orienta ampliação do movimento.

Correios levam greve ao TST após rejeição de proposta por trabalhadores
Foto: Rafaela Araújo -12.set.25/Folhapress

Os Correios apresentaram ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), na noite de sexta-feira (11), um pedido de dissídio coletivo para que a greve dos funcionários seja analisada judicialmente. A empresa também solicita que a paralisação seja considerada abusiva e que o tribunal determine, com urgência, a continuidade dos serviços.

A mobilização começou na noite de quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada nas negociações do acordo coletivo. De acordo com a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), 35 assembleias aprovaram a greve, por tempo indeterminado.

A federação mantém a orientação para que os empregados permaneçam parados e ampliem a mobilização a partir desta segunda-feira (14). O movimento inclui bases de São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos, Maranhão e Mato Grosso do Sul, entre outras.

O plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes é o principal ponto de divergência. Em comunicado divulgado neste sábado (12), a Findect afirmou: “Nossa luta é justa. Os trabalhadores não estão defendendo privilégios.”

Os Correios dizem que a proposta preservava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo. Segundo a estatal, o texto também previa a aplicação de 100% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) sobre salários e benefícios, além da manutenção da assistência à saúde.

As tentativas de mediação conduzidas no TST não terminaram em acordo. Agora, o tribunal deverá avaliar a legalidade da paralisação e as reivindicações dos trabalhadores.

Para reduzir os efeitos da greve, os Correios informaram ter remanejado equipes, deslocado empregados administrativos para atividades operacionais, reforçado a frota e organizado mutirões. A empresa afirma que as agências continuam abertas.

A disputa ocorre enquanto os Correios enfrentam uma crise financeira. No segundo trimestre, a estatal registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões e formalizou um pedido de garantia do Tesouro Nacional para contratar novo empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados, como parte do plano de reestruturação financeira.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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