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Economia

Greve dos Correios segue enquanto empresa adota medidas e aguarda julgamento do TST

Decisão liminar exige 80% do efetivo em áreas essenciais; dissídio coletivo será julgado em 21 de setembro.

Greve dos Correios segue enquanto empresa adota medidas e aguarda julgamento do TST
Foto: Rafaela Araújo -12.set.25/Folhapress

Os Correios afirmam ter acionado um Plano de Continuidade de Negócios para manter o fluxo logístico durante a greve nacional, iniciada na noite de quinta-feira (10). A empresa diz que mobilizou empregados administrativos para apoiar as operações, remanejou veículos e organizou mutirões. Segundo a estatal, as agências continuam abertas ao público.

A paralisação permanece por tempo indeterminado, conforme a Findect (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações). O movimento foi aprovado depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada nas negociações do acordo coletivo. De acordo com a federação, 35 assembleias aprovaram a greve.

Decisão e próximos passos

Em decisão liminar no sábado (12), o TST determinou que os Correios mantenham 80% dos trabalhadores em cada unidade ou estabelecimento durante a paralisação. A exigência alcança áreas de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e setores administrativos ou de suporte considerados indispensáveis à continuidade da cadeia postal.

A empresa havia acionado o tribunal na última sexta-feira (11), com um pedido de dissídio coletivo. Os Correios querem que a paralisação seja declarada abusiva e que os serviços sejam mantidos em caráter de urgência. A legalidade do movimento e as reivindicações dos trabalhadores serão analisadas pelo tribunal. O julgamento está marcado para 21 de setembro, às 13h30, e as partes ainda podem fechar um acordo até essa data.

Negociação e situação financeira

O principal impasse entre a empresa e os trabalhadores é o plano de saúde destinado a funcionários, aposentados e dependentes. Os Correios afirmam que sua proposta preservava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo, previa a aplicação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) sobre salários e benefícios e mantinha a assistência à saúde.

A estatal declara respeitar o direito de greve, mas relaciona a paralisação a uma situação econômico-financeira desafiadora. No segundo trimestre, registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões e formalizou pedido de garantia do Tesouro Nacional para contratar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados, dentro de seu plano de reestruturação financeira. A empresa aponta como prioridades a redução de despesas, o aumento da eficiência, a modernização da operação e a geração de novas receitas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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