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Justiça

Empate no STF divide especialistas sobre desempate em caso envolvendo Alexandre

Juristas divergem sobre a aplicação do regimento do Supremo e do princípio favorável ao investigado em caso de possível empate.

Empate no STF divide especialistas sobre desempate em caso envolvendo Alexandre

Um eventual empate no Supremo Tribunal Federal (STF) divide especialistas sobre o procedimento a ser adotado: parte entende que o presidente Edson Fachin deverá desempatar a votação, enquanto outros avaliam que o resultado deve favorecer Alexandre de Moraes.

A discussão surgiu a partir de questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes na sessão desta terça-feira (15/9). O julgamento trata da possibilidade de investigação de Alexandre por acusações de vínculo com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Gilmar propôs organizar e redistribuir as petições que discutem possíveis ilícitos cometidos por integrantes do tribunal no caso do Banco Master. A sugestão inclui reunir o pedido usado por André Mendonça para acusar Alexandre e a petição em que Alexandre apontou abuso de poder do colega.

Divergência sobre a natureza do caso

O professor Lenio Streck, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos e da Universidade Estácio de Sá, considera que a discussão tem natureza penal. Ele afirma que a alteração feita em 2024 no Congresso, no parágrafo primeiro do artigo 615 do Código de Processo Penal, determina uma decisão favorável ao imputado em caso de empate.

Para Streck, a análise sobre a abertura de uma possível investigação criminal deve observar as garantias do processo penal, ainda que o regimento do STF também seja considerado. “A lei processual recente manda que esse empate favoreça o imputado”, afirmou.

O constitucionalista Georges Abboud compartilha dessa interpretação e sustenta que o princípio do in dubio pro reo deve prevalecer, independentemente da classificação jurídica da petição. Ele também defende que a alegação de abuso de autoridade relacionada à petição de Mendonça seja examinada prioritariamente. Caso seja comprovada, segundo Abboud, os atos posteriores podem ser considerados nulos, o que afastaria a análise separada dos pedidos.

Em sentido diferente, o advogado criminalista Eduardo Carnelós avalia que a questão é regimental, e não penal. Para ele, a decisão sobre instaurar ou não uma investigação contra um ministro por atos que podem ser criminosos não exige formalidade processual e pode ser tomada pelo presidente do tribunal. Nessa interpretação, Fachin daria o voto de minerva em caso de empate.

Marcelo Semer, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, também afirma que o empate não deve favorecer a defesa de Alexandre. Ele citou a existência de dois réus com interesses divergentes na discussão envolvendo Mendonça e concluiu: “O empate não favorece a defesa nesse caso”.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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