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Economia

Mercados aguardam decisões sobre Selic e juros americanos nesta quarta-feira

Copom deve reduzir a Selic, enquanto o cenário externo, o STF e o avanço da inteligência artificial permanecem no radar dos investidores.

Mercados aguardam decisões sobre Selic e juros americanos nesta quarta-feira
Foto: Luisa Gonzalez/Reuters

A sessão desta quarta-feira é marcada pela expectativa em torno das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, mas também pela repercussão de um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e pelas discussões sobre o futuro da inteligência artificial.

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve anunciar, após o fechamento dos mercados, o quinto corte consecutivo da Selic. A projeção é de uma redução de 14% para 13,75% ao ano, o que levaria a taxa básica ao menor patamar desde março de 2025. Em outra referência, o novo nível é descrito como o menor desde janeiro do ano passado.

A expectativa acompanha a desaceleração da inflação. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou 0,32% em agosto, na maior queda de preços desde 2022.

Nos Estados Unidos, a maioria do mercado estima que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) interrompa a manutenção e promova uma nova alta de juros nesta semana, diante de novas elevações da inflação americana. O presidente do Fed, Kevin Warsh, havia indicado, no fim do mês passado, que a autoridade poderia elevar os juros nos próximos meses para conter o avanço dos preços.

“Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está se movendo em direção ao nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente”, afirmou Warsh durante a conferência anual do Fed em agosto. Ele acrescentou: “Caso contrário, temos trabalho a fazer”.

Juros americanos mais altos podem retirar recursos de países emergentes, como o Brasil, pressionar a bolsa brasileira e aumentar a demanda por dólar em relação a outras moedas, como o real. A política monetária dos Estados Unidos também pode ampliar a pressão para que a Selic permaneça elevada por mais tempo.

O ambiente político inclui a repercussão da sessão realizada na terça-feira (15) pelo STF. Pela primeira vez, o plenário discutiu a possibilidade de abrir uma investigação contra um integrante da própria Corte. O julgamento sobre a relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro terminou sem decisão após um pedido de vista de Flávio Dino.

Um relatório da Polícia Federal registra que Moraes e Vorcaro trocaram 52 mensagens entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025, data da primeira prisão de Vorcaro. Na ocasião, o Banco Master já era alvo de investigações. O placar provisório é de 4 a 3 pela análise separada das condutas de Moraes e de André Mendonça, responsável pela relatoria do caso Master.

Na Ásia, o SSEC, de Xangai, e o CSI300, que reúne empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiram 0,7%. O Hang Seng avançou 0,19%, enquanto o Nikkei ganhou 0,69% e o Kospi valorizou 1,37%. O avanço das bolsas chinesas foi impulsionado pelos setores de tecnologia, embora limitado pela espera pela decisão de juros dos Estados Unidos.

No noticiário corporativo, investidores acompanham as discussões sobre o futuro da inteligência artificial, depois que executivos defenderam uma desaceleração no avanço da tecnologia para tornar os desenvolvimentos mais seguros.

Os acumulados informados são de +0,57% na semana, -0,49% no mês e -6,09% no ano para um dos indicadores. Para o outro, os resultados são de -0,38% na semana, +5,12% no mês e +15,75% no ano.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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