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Justiça reconhece rescisão indireta de funcionária da C&A em Praia Grande

Ex-operadora de caixa receberá R$ 18 mil após relatar trabalho em pé durante a gestação e descontos de empréstimo não repassados.

Justiça reconhece rescisão indireta de funcionária da C&A em Praia Grande
Foto: Reprodução/Redes sociais

A Justiça do Trabalho reconheceu a rescisão indireta do contrato de uma ex-funcionária da C&A Modas que trabalhava como operadora de caixa em uma unidade instalada em um shopping da cidade. A profissional afirmou que permanecia em pé durante praticamente toda a jornada, inclusive enquanto estava grávida, e relatou descontos de parcelas de um empréstimo consignado que não teriam sido repassados ao banco.

A sentença da 1ª Vara do Trabalho de Praia Grande condenou a empresa ao pagamento de R$ 18 mil. Desse total, R$ 7 mil correspondem à indenização por danos morais. O restante envolve direitos trabalhistas, como FGTS, 13º proporcional e férias.

A trabalhadora deu à luz em março de 2026. Durante a licença-maternidade, as parcelas do empréstimo continuaram sendo descontadas de seu salário. Depois, ela recebeu uma cobrança extrajudicial da instituição financeira responsável pelo contrato, que informava o atraso de duas parcelas.

Ao ser questionada pela funcionária, a C&A não comprovou que havia repassado os valores ao banco. Na decisão, o juiz Francisco Charles Florentino de Sousa considerou as condições de trabalho e os descontos ao reconhecer a rescisão indireta. A modalidade permite que o trabalhador encerre o vínculo por descumprimentos atribuídos ao empregador, com efeitos equivalentes aos de uma dispensa sem justa causa.

Condições de trabalho

Durante a audiência de instrução, testemunhas da trabalhadora e da empresa confirmaram que havia apenas dois assentos para um grupo grande de funcionários. A defesa sustentou que a operadora permanecia em pé durante praticamente toda a jornada.

O magistrado também registrou que a empresa reteve os valores descontados e não demonstrou o repasse à instituição financeira, mesmo após ter recebido prazo judicial para apresentar essa comprovação.

O advogado Danillo de Oliveira Britto, que representa a trabalhadora, afirmou ter recebido a sentença com o “sentimento de dever cumprido”. Para ele, a decisão restabeleceu o equilíbrio entre as partes e reforçou a necessidade de preservar a dignidade, a saúde e a integridade dos trabalhadores.

Em nota, a C&A disse que não comenta processos judiciais em andamento. A empresa afirmou ainda manter compromisso com a ética, a integridade e a promoção de um ambiente baseado no respeito e na dignidade de todas as pessoas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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