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Política

Fachin defende modernização enquanto novo fundo prevê recursos para a Justiça

Mecanismo reunirá custas e taxas, terá atualização pela Selic e poderá financiar atendimento e estrutura do sistema judicial.

Fachin defende modernização enquanto novo fundo prevê recursos para a Justiça
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que o fortalecimento da Justiça depende do diálogo entre as instituições e pode melhorar a eficiência do Judiciário e o atendimento à população. A declaração foi feita durante um evento em que também defendeu a legalidade e o devido processo legal.

"O que é certo será feito, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige. Nenhuma autoridade está acima da Constituição, nenhum poder está acima da lei e nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor ao Estado Democrático de Direito", declarou Fachin.

O ministro disse ainda que a gravidade dos fatos não permite atalhos e que a resposta institucional deverá observar as garantias constitucionais. "A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário, quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo legal e as garantias constitucionais", afirmou.

Fachin relacionou essas posições a três metas de sua gestão: criar um código de ética para os ministros do STF, encerrar o inquérito das fake news e modernizar o sistema de Justiça. As declarações ocorreram durante a crise que envolve ministros do Supremo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal nas investigações ligadas ao Banco Master.

Nos últimos dias, o episódio aumentou a tensão interna no tribunal e levou Fachin a conduzir os procedimentos relacionados a pedidos apresentados pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Como funcionará o fundo

A proposta aprovada pelo Congresso Nacional no mês passado cria uma estrutura para concentrar receitas obtidas por instituições do sistema de Justiça. Entre os recursos previstos estão custas judiciais e taxas cobradas em processos. O dinheiro será corrigido todos os anos pela Taxa Selic.

A intenção é estabelecer uma fonte permanente para financiar a ampliação do acesso aos serviços judiciais. Os recursos poderão pagar mutirões, programas de Justiça itinerante e medidas destinadas a regiões com maior dificuldade de atendimento.

Também está prevista a aplicação em melhorias na infraestrutura e no funcionamento dos órgãos do sistema. A Defensoria Pública da União (DPU), que presta assistência jurídica gratuita a pessoas sem condições de pagar advogado, é apontada como uma das instituições a serem fortalecidas.

Texto produzido pela Redação Caderno Atual com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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